quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Dificuldades de aprendizagem na infância por Tereza Machado

Vou falar sobre um dos problemas que mais atemorizam pais e as próprias crianças: falta de aprendizagem escolar. Em primeiro lugar, vamos distencionar ao ler o artigo, relaxe os ombros, mexa cabeça, gire seu pescoço, pensa que é brincadeira? Falo muito sério. Pelos anos de experiência que vivi como Diretora Pedagógica Escolar e exercendo também a Psicopedagogia Institucional era o que mais me chamava a atenção a angústia, a tensão que as famílias encaravam as dificuldades educacionais de seus pequenos. Principalmente na época da alfabetização formal, vejo que não é somente a criança que se encontra em processo de alfabetização, toda a família se preocupa, se desgasta em acompanhar o filho, por vezes, trilhar o caminho da alfabetização que acaba se tornando, para alguns, o Caminho das Pedras.
Quando a criança vem cedo para a Escola, os profissionais da Educação têm mais tempo para detectar se a criança possui algum problema, seja do mais simples,por exemplo,visão ou audição até alguns mais complicados como a dislexia ou a temida Hiperatividade que tem várias causas,embora sejam crianças muito inteligentes, não têm a aprendizagem condizente com o grau de inteligência.
São casos e mais casos que abarrotam salas de Coordenadores Pedagógicos que encaminham estas crianças para Neurologistas, Oftalmologistas, Otorrinolaringologistas, Psicólogos, Psicopedagogos e Fonoaudiólogos.
Muitos pais vinham a minha procura nas Escolas por onde passei, ansiosos querendo saber o que poderiam fazer para ajudar seus filhos,sempre respondi: - SENDO PAIS! Criança em casa precisa de Família que a ajude a se organizar, ser cuidadosa com seu material, que lhe eduque, lhe coloque limites e lhe dê muito carinho. É essa a fórmula principal da Família que quer ajudar seu filho na escola, fazer com que ele aprenda a ser responsável, assíduo e pontual, que faça seus deveres de casa. Mas, pára por aí. O desgaste que observava em algumas famílias com crianças que tinham dificuldade de aprender era impressionante, muitos pais acham que os filhos têm preguiça de estudar, porque não entendem que hoje em dia o “estudar” que ele conheceu na escola MUDOU RADICALMENTE! Não dá para se ensinar uma criança para ONTEM, isto é passado.
Precisamos ensinar nossas crianças para um Futuro que desconhecemos como será. Temos algumas idéias de que tipo de Homem precisamos formar para ter sucesso no FUTURO: ser criativo, responsável, aprender a aprender sozinho, ter iniciativa, saber trabalhar em equipe, saber ouvir mais do que falar. Essas são algumas características que a maioria dos teóricos em Educação e Profissionais de Educação consideram como indispensáveis em qualquer sociedade do futuro.
A criança nasce potencialmente pronta para aprender. A falta de aprendizagem é SINTOMA de que algo não vai bem com esta criança. Pais, deixem a educação escolar para ser trabalhada pela Escola, procurem a Equipe Pedagógica para esclarecer qualquer dúvida. Se forem aconselhados a levar seu filho a um especialista, não demorem, qualquer atraso pode redundar em fazer essa criança perder um ano, repetir um ano. Já está provado que repetir um ano escolar derruba qualquer auto-estima infantil. Afinal quem gosta de ser REPROVADO em qualquer situação da vida até hoje, como adulto?
Ninguém melhora com reforço negativo. Saibam que um REFORÇO POSITIVO vale mais que vinte reforços negativos. Brigar com uma criança que tem dificuldade na aprendizagem é quase uma covardia, ela não é preguiçosa, o que o seu corpinho demonstra em se espreguiçar, abrir a boca, pedir para beber água ou ir ao banheiro é um pedido de SOCORRO, “alguém me entenda, por favor? Não estou entendendo nada!”.
Por isso, prezado leitor, é necessário que se escolha bem em que escola vai matricular seu filho, que Teoria de Aprendizagem a escola segue, se é tradicional, se é construtivista, sociointeracionista, montessoriana. Por vezes, a criança que tem problemas escolares numa determinada escola, basta mudar para outra que cessam todos os sintomas descritos acima.
Prezado leitor, se manifestar desejo em se aprofundar mais nesse assunto, é só escrever, eu farei a continuidade do tema.

COMO LIDAR COM A HIPERATIVIDADE por Abram Topczewski

O comprometimento não é só social, existe o comprometimento no aprendizado, chegam na adolescência muitas vezes, sem saber ler, mal saberão escrever, e foram passadas de ano não por conhecimento, mas por influência dos pais, ou por leis absurdas do governo.
A hiperatividade vem se tornando um tema de preocupação entre os educadores, qual a razão?
A preocupação é grande, pois a criança não consegue um adequado desenvolvimento no aprendizado, além dos transtornos comportamentais que apresenta na sala de aulas.
A escola é o lugar mais propício para se detectar uma criança hiperativa?
Podemos dizer que a escola é local onde a alteração do comportamento se apresenta de modo mais visível. Mesmo que a criança seja hiperativa em casa a acomodação dos familiares a esse comportamento não permite, por vezes, uma boa percepção.
Existe algum projeto governamental que ajude as classes economicamente desfavorecidas com crianças hiperativas?
Não me consta que haja algum projeto neste sentido, a menos que esteja sendo discutido em nível se secretaria e que não foi divulgado, ainda.
Encaminhei um projeto para a prefeitura, no sentido de se detectar as crianças com distúrbios de aprendizagem, numa abordagem multidisciplinar, com psicólogos, neurologistas, psicopedagogos, etc.; não sei se vou obter resposta tão já. O governo decretou que os alunos até a 4ª série não podem ser reprovados. O que encontramos hoje é um número de crianças mal alfabetizadas ou analfabetas na 4ª série e não mais na primeira série. Essas crianças não podem seguir o aprendizado e nem podem retornar ao primeiro ano com crianças menores. Portanto o que se percebe é uma evasão escolar grande e estes indivíduos vão para a rua e rapidamente para a criminalidade. Se tivéssemos um programa adequado, provavelmente, a população FEBEM seria muito menor.O equacionamento parece relativamente simples, mas depende de vontade política para se investir neste seguimento.
O percentual de crianças com hiperatividade é grande?
É grande. Chega à faixa dos 10% no pré-escolar e 4,5% no escolar.
Temos dois tipos de crianças com hiperatividade, os que têm problemas escolares, pela dispersão, desatenção, falta de concentração e em conseqüência do seu comportamento não conseguem atingir os objetivos no aprendizado;
temos hiperativos com um desempenho escolar muito bom, conseguem fazer as tarefas muito rapidamente, mas não ficam quietos, atrapalham a dinâmica da classe e por este motivo a feitura da tarefa pelos outros alunos, passam a ser também mal quistos  pelos colegas e até rejeitados pelo grupo porque acabam incomodando aqueles que querem aprender e não conseguem por estarem sendo incomodados.
Existe uma causa orgânica para a hiperatividade?
Na nossa concepção sim. Imaginamos que é uma disfunção do sistema nervoso, e essa disfunção leva a esse tipo de comportamento.
Quando usamos medicamentos para tratar, alteramos essa desorganização bioquímica, e com isso conseguimos um comportamento adequado, diminuímos a hiperatividade, melhoramos todo o contexto que está em torno, que é a dispersão, desatenção, falta de concentração e com isso atingimos um desempenho escolar adequado. Para nós a parte bioquímica é fundamental.
Mas a hiperatividade pode ser de ordem psicológica?
Ás vezes fica difícil saber quem veio primeiro, temos crianças que são hiperativas desde pequenas já no primeiro ano de idade, acordam muitas vezes durante a noite, ou não dormem, são crianças com muitas cólicas, que choram o tempo todo, são aquelas crianças eternamente insatisfeitas.
Por outro lado temos crianças que por uma desestruturação familiar podem apresentar um comportamento hiperativo, tanto que o tratamento nesses casos é sempre paralelo, o medicamento não substitui o tratamento psicológico porque a criança hiperativa já tem alguns problemas em outros setores, escola, família, social, etc. que devem ser abordados. O medicamento corrige o comportamento, mas a reestruturação individual necessita de outra abordagem.O medicamento age de modo agudo na hiperatividade e o tratamento psicológico necessita de longo prazo, o resultado será tardio, e nesse período o indivíduo continua inadaptado, continua a ser rejeitado, continua apresentando os mesmos problemas do início. O medicamento pode melhorar rapidamente essa parte comportamental, e o tratamento psicológico é algo necessário e até obrigatório nesses casos.
Com o tratamento a hiperatividade tem cura?
Na maioria das vezes, sim. Durante o tratamento observamos uma melhora no comportamento hiperativo, uma vez que o medicamento modula o comportamento dessas crianças, e a partir daí, temos a certeza de que atingimos o platô, o medicamento é retirado progressivamente até parar e com isso a criança mantém o comportamento esperado. Esse é um dos pontos que consideramos muito importante na evolução, é saber que o modelo bioquímico cerebral é muito importante no esquema terapêutico desses casos.
A hiperatividade é considerada uma doença?
Se formos consideras sensu-lato é uma doença. Podemos usar a palavra que quisermos como: distúrbio, disfunção, etc., mas no final teremos uma alteração, então não deixa de ser uma "doença".
Existem causas genéticas na hiperatividade?
Geneticamente é determinada porque encontramos uma predominância no sexo masculino, encontramos antecedentes familiares, pais, avós, que tinham um quadro semelhante. Estudos estão em desenvolvimento no sentido de se determinar qual o gen responsável e já existem algumas descrições a respeito.
Qual a diferença entre essas duas abordagens: psicológica e biológica, da hiperatividade?
Não tem uma diferença fundamental na apresentação clínica, mas através dos testes psicológicos é que faremos uma avaliação da parte emocional, e assim detectar as alterações relacionadas ao quadro.
A avaliação psicológica é pertinente, é necessária, porque temos que fazer uma abordagem bi-lateral.
Se formos imaginar que a criança já vem desde a época de berço apresentando a hiperatividade, não será a questão emocional a mais evidente.  Por outro lado existem correntes que consideram o stress da gravidez como um ponto de desenvolvimento da hiperatividade e com isso a criança já nasceria com essas características e o tempo se encarregaria de desenvolver o quadro de modo mais exuberante.
O tratamento independentemente das causas, é o mesmo?
Exato. Temos que usar o medicamento que sem dúvida nenhuma é o ponto do tratamento agudo e com o medicamento obteremos melhoria no máximo em uma semana, dez dias, já notaremos uma melhoria importante no comportamento, ao passo que o tratamento psicológico, como é um tratamento mais lento de sedimentação, necessita um tempo longo.
Há pessoas que pensam que porque estão tomando o medicamento não precisam do psicólogo, ou se estão em tratamento psicológico não precisam do remédio, o que é uma bobagem, muitos profissionais pensam isso, e estão errados, pois são pontos que devem ser trabalhados conjuntamente.
Quais são os sintomas que o hiperativo apresenta?
* crianças que não param, na refeição a criança não fica sentada à mesa, se levantam o tempo todo e na grande maioria das vezes para que se alimente, tem que se correr com o prato de comida atrás desta criança;
* crianças que não conseguem assistir um programa de TV, ficam o tempo todo se mexendo, plantando bananeira, não conseguem se concentrar mexem em coisas;
* crianças que não conseguem ficar brincando com determinado brinquedo durante um período, trocando de brinquedo e brincadeira o tempo todo, nada satisfaz.
* crianças que não dormem, que ficam todo tempo chorando, ficam insatisfeitas sempre;
* crianças que se expõe com muita facilidade a situações de perigo, não percebem essa faceta e temos que ficar vigiando sempre.
* crianças que na escola, se destacam em seu comportamento.
* crianças que não param na sala de aula, não param sentadas na carteira, não ficam quietas, mesmo ouvindo a professora contando uma história.
* crianças que não conseguem se manter em um grupo ficam girando em torno de grupo para ver o que um está fazendo ou outro está fazendo, mexe com os outros, fala o tempo todo, interrompe as conversas, às vezes até por motivos não inerentes aquela conversa, muitas vezes essas crianças interferem nas conversas e são muitas vezes reprimidas, fazem perguntas o tempo todo e não esperam a resposta.
Esta criança normalmente fica marginalizada?
Sim, e aí começa todo o conflito, eles não tem "desconfiômetro", acham que não estão fazendo nada de especial, nada de anormal, muitas vezes são castigadas e não entendem porque estão sendo punidas, o comportamento não lhes diz nada, mas a punição existe, assim sendo, essa marginalização dos colegas, dos professores, da família acaba acontecendo mais hora menos hora, e deixa uma cicatriz muito forte. Temos que trabalhar muito no sentido de melhorar a auto-estima desta criança.
Como a escola pode ajudar na hiperatividade?
A escola ajuda quando detecta, chama os pais, encaminha para avaliações especializadas.
Na minha concepção, as escolas sempre encaminham para uma avaliação psicológica e fica por isso mesmo. Essas crianças não são tratadas com medicamentos, temos uma gama enorme de crianças que chegam aqui sendo tratadas a dois, três anos sem resolver nada.Muitas das ocasiões nem foram os profissionais que as encaminharam para cá, foram os pais que acabaram vindo por conta própria ou por uma série de informações passaram a conhecer.
Muitas vezes vão para o pediatra e este muito pouco conhece sobre a hiperatividade e acaba encaminhando mal, uma das tendências é dizer que isso passa com o tempo, é fase, só que essa fase dura até os 9/10/11/12//13/15 anos, o que compromete toda a vida do indivíduo.
O comprometimento não é só social, existe o comprometimento no aprendizado, chegam na adolescência muitas vezes, sem saber ler, mal saberão escrever, e foram passadas de ano não por conhecimento, mas por influência dos pais, ou por leis absurdas do governo.
Muitos adolescentes pedem ajuda aos pais, por se conscientizar que não conseguem se concentrar, não conseguem estudar, não conseguem memorizar.
Com o diagnóstico precoce se obtém um êxito melhor no tratamento e é muito mais econômico, pois o tempo de tratamento é mais curto; quanto mais crônico é um problema, maior a dificuldade para a sua resolução.
O despreparo dos profissionais da saúde é grande para a questão da hiperatividade?
Existe um desconhecimento grande, apesar de não ser um assunto novo, há 35 anos, 40 anos já existia o diagnóstico que antes era usado à sigla DCM (Disfunção Cerebral Mínima) e que depois com o tempo acabou sendo desdobrada: Distúrbio da Atenção, Síndrome do Déficit de Atenção com ou sem hiperatividade, mudou a sigla, mas o quadro é exatamente o mesmo.
Se trabalharmos com educação, temos que conhecer todos os caminhos da educação, se você trabalha com neurologia infantil tem que conhecer todos os meandros da neurologia infantil, mesmo que não seja especialista numa determinada área, tem que conhecer e saber que existe.
Um pediatra se é generalista, tem que conhecer a hiperatividade, mesmo que não a trate, tem por obrigação diagnosticar e encaminhar corretamente, essa é uma falha que existe e é freqüente. Professor mal formado já se sabe que o Estado tem, mas o que mais surpreende é ver nas escolas particulares regiamente pagas, pessoas que não conhecem, não sabem observar um comportamento anormal, confundindo-o muitas vezes com má educação ou os considera "bagunceiros" ou até deficiente mental.
Percebemos que existe um pré-conceito com relação à parte medicamentosa, como o Sr. Analisa isso?
Existe um pré-conceito muito forte, mas há um desconhecimento quanto à existência de estudos Americanos onde o índice de delinqüência do indivíduo hiperativo não tratado é infinitamente maior que nos tratados; isso está na literatura.
Vemos profissionais da educação e até da saúde, que trabalham com essas crianças, intervindo na retirada precoce do medicamento, fazendo ruir tratamentos por puro pré-conceito.
A própria família muitas vezes, acredita que o tempo que a criança vem se tratando é o suficiente e retira a medicação ou diminui, por conta própria.
O que procuro chamar atenção é que se estivéssemos tratando um diabético que necessita de insulina todos os dias, pelo resto da vida, não se questionaria. Então porque não se tem a paciência para tratar o hiperativo durante algum tempo?
Existem outros transtornos que possam se confundir com a hiperatividade?
Temos muitas doenças que se acompanham do quadro hiperativo.
Crianças com Síndrome de Down, em sua maioria, são hiperativas, e ela deverá ser tratada da sua hiperatividade para ajuda-la em seu aprendizado, crianças com TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), muitos são hiperativos, isso atrapalha no rendimento global; temos autistas hiperativos e temos que tratar, alguns com dislexia apresentam hiperatividade;crianças com distúrbio de aprendizagem também podem ser hiperativas.
Como devemos nos conscientizar da importância da questão da hiperatividade?
Cabe a cada um de nós se interar do assunto e procurar ver qual o segmento mais adequado.
Mesmo os indivíduos que não tem grandes desvios comportamentais, carregam durante muitos anos dificuldades na escolaridade, dificuldade no aprendizado, uma série de outros transtornos  que irão carregar até a idade adulta.

Dificuldades de Adaptação da Criança à Escola

- O que devem fazer os pais quando os filhos se recusam ir para a escola?

Antes de tudo os pais devem observar e conversar com a criança procurando perceber o que é que ela está a sentir. E tentar descobrir onde está a causa do problema.
Reflectindo sobre algumas questões:
- O motivo desta recusa está na própria criança?
- Está no ambiente familiar ou na escola?
- Como está o seu estado de saúde de uma forma geral, o seu desenvolvimento físico , afectivo e social?
O pediatra pode orientar os pais neste sentido e se necessário indicar o melhor tratamento e inclusivamente sugerir um acompanhamento psicológico.
Além de fantasiar e sentir medo, as crianças também se preocupam e se angustiam com os problemas da família, mas por outro lado, são muito curiosas e adoram aprender. Se não aconteceu nada de diferente na rotina familiar, como o nascimento de um irmão por exemplo ou outro acontecimento importante, os pais devem refletir sobre o seu próprio comportamento e atitudes que costumam ter em relação a criança.
- Será que os pais estão a ser permissivos demais? Rígidos demais?
- Como é o relacionamento dela com os colegas e com a professora?
- Ela está adaptar-se bem aos métodos e regras da instituição?
Muitas vezes os pais fazem com que os filhos sejam muito dependentes e indisciplinados e isso prejudica-os quando entram na escola, porque na escola terão que demonstrar responsabilidade, obedecer a regras e respeitar limites.
- Porque é que as crianças recusam, algumas vezes, a volta às aulas e, principalmente, o primeiro contacto com a vida escolar?
Recusar voltar às aulas depois de um período de férias é diferente de recusar ir à escola pela primeira vez, porém algumas crianças de 8, 9 , 10 anos ou mais, acabam por repetir o mesmo processo todas as vezes que regressam de férias. Isto significa imaturidade e é sinal que não resolveram um antigo problema e neste caso a criança precisa de ajuda.
O regresso às aulas pode gerar em certas crianças ansiedade, medo e insegurança e isto pode acontecer por vários motivos: doença de alguma pessoa próxima, divórcio, excesso de actividades como cursos de línguas, desportos, música, etc, notas baixas no período anterior o que poderá gerar medo de fracassos futuros e de não corresponder às expectativas dos pais.
Tudo isto são normalmente sintomas passageiros, se persistirem os pais devem procurar orientação com os profissionais da escola, com um médico ou um psicólogo.
Quando uma criança inicia a sua vida escolar, encontra um mundo novo, com influências, ideias, amizades e oportunidades com as quais nunca se havia deparado antes. Nesta época ela precisa de muito apoio dos pais.
Toda a criança, seja qual for sua história e a sua idade, terá que enfrentar o primeiro dia de aulas e esta experiência acarreta ansiedade e insegurança. Afastar-se do aconchego do lar e enfrentar o desconhecido significa um grande salto na vida de qualquer criança. O ingresso na vida escolar representa um passo muito grande em direção à independência.
Uma criança que esteja a passar pela primeira vez por esta experiência poderá sentir-se muito angustiada porque não consegue prever os benefícios que estão para vir. É natural surgirem estes sintomas, mas os pais não têm necessidade de ficar aflitos porque costumam ser passageiros.
Esta é mais uma fase que exigirá um período de adaptação. A maioria consegue adaptar-se e quando isto não acontece os pais devem investigar suas causas.
- Qual o papel que a escola deve assumir quando a criança chora e pede para ir embora?
A escola deve orientar os pais no sentido de lhes transmitir quais as suas propostas e os seus objectivos deixando claro aquilo que podem oferecer ao seu filho.
Os profissionais que trabalham na escola sabem como é penoso para algumas crianças o processo de adaptação e quanto tempo costuma durar. Se uma criança continuar a chorar por muito tempo e a pedir para ir embora, estes profissionais deverão tomar as medidas necessárias no sentido de ajudar a criança e orientar os seus pais quanto ao seu comportamento , inclusive mostrar o momento certo de procurar ajuda de um profissional especializado, caso necessário.

- Frequentes erros dos pais que podem piorar a situação em vez de resolvê-la?
Punir ou castigar a criança.
Muitos pais não ouvem o que a criança tem a dizer, desconhecem as suas razões. Imaginam que o filho está comportar-se desta forma porque deseja chamar a atenção ou está a fazer isto para agredir os pais e assim proíbem "coisas" que são importantes para a criança, como por exemplo:
- Proibir a criança de ver programas de TV que ela gosta, brincar...
- Outros, insistem em ficar com a criança na escola durante todo o período das aulas, nalguns casos as mães insistem em permanecer dentro da sala de aula ao lado do filho e infelizmente algumas escolas ainda permitem isso, mas por pouco tempo, pois descobrem logo as inconveniências para o restante dos alunos.
- Outro erro dos pais é transferir a criança para outra escola. Ao se deparar com uma escola muito simpática, no primeiro momento a criança parece decidir e optar, mas a convivência na escola e o contacto com as suas verdadeiras dificuldades trazem de volta o antigo problema.

- Que tipo de problema pode ter a criança se os pais insistirem em fazê-las ir para a escola muito novas (com três anos, por exemplo?)

Uma criança de seis anos tem mais maturidade e maior preparo para a socialização escolar que outra de três, mas isto não significa que todas as crianças que iniciarem a sua vida escolar aos três anos enfrentará problemas.
Por uma questão de necessidade, actualmente os pais estão a matricular os seus filhos mais cedo na escola e observamos que muitos deles sentem culpa pelo facto de deixá-los tão cedo e ter pouco tempo para se dedicarem a eles.
Neste caso, o sentimento de culpa é transmitido ao filho e isto fará com que se sinta abandonado pelos pais. A criança poderá fechar-se em si, tornar-se passiva, reprimir a sua criatividade... poderá recusar passar pelo processo de adaptação demonstrando medo de se separar dos pais.

- E que tipo de problemas as crianças podem ter se os pais resolverem tirá-las da escola e disserem "filhinho, já que não queres não te vou levar à escola"?
Educar um filho, realmente não é uma tarefa muito fácil. Infelizmente, muitos pais , na intenção de fazer o melhor e dar o melhor de si, cometem erros e acabam por prejudicar o desenvolvimento da criança e o seu futuro de uma forma geral.
A expressão citada e que muitas vezes observamos na realidade, revela um pai e ou mãe "imaturos" e bastante permissivos que costumam mimar o seu filho. Satisfazer todas as suas vontades faz dele um pequeno tirano e quem sofre as consequências é a própria criança.
A criança mimada desenvolve uma personalidade intolerante e insaciável e certamente não admitirá um NÃO como respostas às suas vontades. E isto significa que terá dificuldades em lidar com as diversas frustrações da vida - quando os pais tentam poupar os filhos de qualquer sofrimento, estão na verdade a privar as crianças da oportunidade de desenvolverem os seus
próprios recursos para enfrentar as adversidades.

- Qual é a idade ideal para colocar as crianças na escola?

É muito relativo, pois depende dos pais , da maturidade da criança e das propostas da escola escolhida.
As habilidades que a sociedade espera das pessoas quando completam o seu processo de educação são bem diferentes do que alguns anos atrás, e portanto os métodos e objectivos da escola também mudaram. Hoje , a formação dos profissionais que trabalham nas escolas é mais completa e a maioria das escolas já conta com orientadores pedagógicos e psicólogos, com cargos específicos para cada actividade.
Existe uma preocupação maior em encarar cada criança como uma pessoa individualizada, em olhar de perto o seu processo individual de desenvolvimento. Com isto tornou-se possível determinar com maior precisão as áreas em que cada criança necessita de maior atenção e apoio.
Quando os pais decidem colocar o seu filho na escola, é importante verificar se a criança está preparada para o ingresso em determinada escola.
- Como saber se a criança está preparada?
É importante verificar se é um estabelecimento onde a criança poderá frequentar também o 1º ano, conhecer as propostas e os métodos da escola.
Alguns pais não matriculam o seu filho no jardim da infância (menor de 6 anos) porque imaginam que nesta fase a criança irá para a escola somente para brincar, esperam que ela aprenda logo a ler e escrever. Mas sabemos que o brincar, por exemplo, com tesoura, cola, plasticina, desenhar, colorir, ouvir histórias, música, etc... facilita e é necessário para o processo de alfabetização. E quanto mais oportunidade e contacto tiver a criança com a escola e com estes materiais, mais cedo e mais rica será a sua aprendizagem.

A criança e sua adaptação à escola


Conselhos para uma melhor adaptação da criança na escola
Nossa capacidade de adaptação às novas situações não se pode comparar com a capacidade de uma criança quando se depara com pessoas e lugares diferentes. Nós levamos uma bagagem de experiências que fazem com que a adaptação seja uma situação mais suave e controlada. E isso não é o caso das crianças. Na primeira infância, tudo é novo para elas. E somente nós, os pais, podemos ajudá-las com o apoio e as exigências dos filhos.

 Conselhos para uma boa adaptação

- No princípio, leve a criança por algumas horas e pouco a pouco vá aumentando o horário. Cada criança necessita de seu tempo.
- Deixe que a criança leve, se assim o desejar, seu brinquedo favorito, algo que seja familiar e o mantenha unido com seu lar.
- Não prolongue as despedidas em excesso. Tem que passar segurança à criança de que o que está fazendo é o melhor para ela.
- Quando sair da creche, deve dedicar-lhe mais tempo à criança, brincando com ela. É bom que ela descubra que o que faz no centro não é tão diferente do que faz habitualmente em casa. Anime-a a compartilhar contigo as experiências que aprende na creche. E demonstre alegria e entusiasmo por seus progressos.
- É conveniente que a mãe e o pai levem e tragam a criança. Isso proporcionará segurança. E se acostumará antes à mudança.
- Sempre que considere necessário, fale com a professora sobre suas dúvidas, inquietudes e sobre alguma mudança observada pela criança.
- Busque estar informada sobre as atividades que estão desenvolvendo na sala de aula: fichas, canções novas, estações do ano, etc, para entender e potencializar suas conquistas.
- Os aspectos da evolução da criança devem ser coordenados com as educadoras (retirada da fralda, da chupeta, etc.).
- Procure levar em conta o que é que come cada dia na creche para poder oferecer-lhe uma dieta mais equilibrada.
- Nada de pressa pela manhã. Procure despertá-la com tempo para que tome o café da manhã tranquilamente e se dirija sem agonia à creche.
@prisciladepaula

A Criança e a Escola

         Algumas situações do dia-a-dia acabam por nos deixar pensativos, tenho alguns casos de alunos que ao chegar a escola, desabam a chorar, e fazem aquele escanda-lo, eu sempre fiquei sem saber o que fazer. Alguns eu já nem entendia pois era só os pais irem embora eles se soltavam, pulavam dançasvam e até faziam varias artes. em busca da resposta correta resolvi buscar orientação para o assunto, então encontrei um artigo, muito interessante a esse respeito:


Adaptação à escola de crianças de 3 a 5 anos
        Tanto para as crianças veteranas como para as principiantes, sua adaptação à educadora da escola é, sem dúvida, o aspecto principal nesta fase, isso porque para os mais pequenos, o ponto de referência principal é o adulto que está com eles e que os vão cuidar.

Adaptação de crianças de 3 a 5 anos à escola 

         Neste sentido, a atitude da educadora deve ser de aproximação, respeito, afeto (sem ansiedade nem agonia) e de tranqüilidade diante das reações típicas da falta de adaptação: choros, ataques, raivas, etc. Que procure chamá-lo desde o princípio pelo seu nome ao mesmo tempo que a educadora lhe diz o seu.
Também é importante que a educadora conheça alguns traços gerais da personalidade da criança, dados que obtenham através da entrevista geral com os pais, ou através de informações ou da antiga educadora das crianças.
Definitivamente, trata-se de que a educadora  tente “criar um clima de segurança afetiva para que a criança se sinta segura de si mesma individual e coletivamente”. 

A criança se adapta ao resto do grupo

        Neste sentido, seria interessante tentar que quando chegue alguma criança nova, os que são do ano anterior, ou que já levem vindo uns dias, encarreguem-se de mostrar-lhe a sala, dizer-lhes seus nomes, o que gostam de brincar, etc. 

A criança se adapta ao novo espaço da sala de aula

         O aluno, sendo novo ou não, estará em uma sala distinta da sua casa ou da sala do ano anterior.É importante que a criança se sinta à vontade nesse espaço, que o conheça, e se transite nele para conseguir que afetivamente lhe diga algo. Que seja algo seu. Assim devemos tentar familiarizá-los com a distribuição do material, seu espaço para guardar seus materiais, espaço que ocupa no chão na hora das brincadeiras, etc. 
Igualmente a criança deve adaptar-se ao novo espaço que lhe corresponde no refeitório: em que mesa se senta, em que lugar, ao lado de que amigos, etc.

A criança se adapta ao resto da escola

          O mundo da escola não se limita a uma educadora e a uma sala de aula, mas em uma escola existem muito mais coisas:
ESPAÇOS INTERNOS: Outras salas, cozinha, enfermaria, escritório, banheiros, etc.
ESPAÇOS EXTERNOS: Pátio crianças maiores, pátio de pequenos, árvores, grades, arredores da escola.
PESSOAS: Pessoal da cozinha e da limpeza, outras educadoras, médico, coordenador, pessoal da manutenção, etc., com as funções que cumprem cada um deles. 

Os pais também devem adaptar-se à escola

         Deve-se considerar a angústia que implica aos pais separar-se de seus filhos e ter em conta o sentimento de culpa que isso acarreta. Tentemos compreender suas ansiedades, e a melhor forma de fazê-lo é falando-lhes com segurança e afeto que que se dêem conta que conhecemos tanto sua situação como a das crianças, de tal forma que tenham absoluta segurança de que seus filhos vão adaptar-se muito bem à escola. Uma boa forma de entrar em contato com os pais é a entrevista, ou entregar-lhes e comentar-lhes a folha informativa (ou agenda da criança) sobre a adaptação.

sábado, 8 de outubro de 2011

1º periodo

Bem como minha primeira postagem, gostaria de relatar minha vivencia em sala de aula, este e o meu primeiro nao como "Tia", de uma sala de 16 criaNças de 4 para 5 anos. No começo, nossa como eu me descabelei, chorei e me deparei com situações que nem eu mesmo imaginava que eu enfrentaria, tive que resgatar a paciencia em ouvir, o amor em ensinar, a vontade de crescer, e o AMOR, que acabei criando pelos meus alunos, me motivaram a busacr o melhor, e querer encontrar o melhor, então posto aqui neste blog, o meu melhor.....
As minhas melhores ideias, as minhas melhores atividades, as minhas melhores respostas. Com o intuito, de aquelas ou aqueles que no começo estavam como eu desesperados saibam que no final com muita persistência tudo da certo.
Na verdade a dadiva de apreender e ensinar com os pequenos preenche todas as dificuldades e celebra nossa vitória.
A todos vocês amigos e amigas.....meu grande beijo e meus sinceros desejos de vitória....
Priscila