Blog destinado aos profissionais da educação infantil, com ideias para sala de aula.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Casinha de bonecas para crianças de caixas de leite
Meu nome é Eraldo, sou formado em Designer e trabalho com desenvolvimento de produtos na área de engenharia. Desde criança gostei de construir coisas, trator com caibro e lata de óleo, já construí um fliperama com madeira e tampas de shampoos e de garrafas, um telefone que funcionava com sistema de fichas, com caixa de sapato e papelão...
A idéia da casinha de boneca veio da minha esposa, um dia, em uma visita ao SESI, viu uma casinha montada com caixinhas de leite Tetra Pak, então ela me perguntou se eu poderia construir uma casinha para nossa filha. Pesquisei os detalhes e aperfeiçoei um pouco, enchendo as caixinhas com jornal dando mais firmeza, colocando batentes de madeira, porta, janelas, telhado, campainha e luz.
Acredito que com propósito, disposição e uma idéia, podemos ajudar a diminuir a agressão que provocamos no planeta, reciclando e tentando reduzir o lixo que produzimos.
Materiais:
682 Caixas de Leite Tetra PakJornais ou papeis para enchimento (Conforme necessidade)
Cola quente (Até o momento não foi testado outro tipo de cola)
Tecido TNT vermelho (1,7mx1,9m)
Madeira Compensado esp. 5mm (Conforme necessidade)
Tintas (cores diversas)
Aula passo a passo:
1- Abrir as caixas de leite na parte superior, descolando as bordas. Lavar e deixar secar;
2- Enche-la com jornais ou outros papeis, (dar firmeza as caixas);
3- Fechar colando com cola quente;
4- Com cola quente, colar as caixas intercalando-as como se fossem tijolos. Para os arremates usar ½ caixa dobrando e colando sua nova boca. Montar as paredes deixando os vãos das janelas e porta. Fazer quatro paredes separadas com o encaixe de uma nas outras (veja as dimensões no intem projeto
5- Na parte superior dos batentes, colar as madeiras transpassando toda extensão para reforçar a parede;
6- Para a parte inclinada do telhado recortar as caixas fazendo o preenchimento com triângulos;
7- Os batentes da porta e janelas são feitos colando as madeiras nos vãos com cola quente;
8- Para o acabamento, pintar e fechar o telhado com o tecido TNT, recortando, desenhando as telhas e colando com cola quente;
retirado do site:
http://www.fazeco.com.br/projetos-de-produtos/entretenimento-e-brinquedos/casinha-de-boneca-para-criancas-com-caixas-de-leite-tetra-pak/casinha-para-criancas-feita-de-caixas-de-leite-tetra-pak.html
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
conciência negra na educação infantil 5
Pesquisa com ritmos africanos
Explorando a habilidade dos pequenos para tocar instrumentos e dançar, leve-os a descobrir como as manifestações artísticas expressam a cultura
Construindo a ponte Brasil-África passo a passo
RAÍZES CULTURAIS Para ampliar o conhecimento sobre a África, Luciana recorreu à leitura de contos locais
Objetivos Trabalhando durante seis meses com crianças de 5 e 6 anos, Luciana levou-as a reconhecer a influência cultural africana na cultura brasileira. Ao investigar e aprender manifestações culturais - especialmente a dança e a música -, elas aumentaram seu repertório e passaram a valorizar essas contribuições.
O passo a passo A sequência didática de ampliação cultural é de tirar o fôlego: incluiu o uso do globo terrestre (para localizar o Brasil, a África e a distância geográfica que os separa), a leitura de reportagens, textos e de um dicionário de palavras africanas, rodas de conversa e de contos africanos, visita de especialistas, idas ao museu e a confecção de um painel fotográfico com as informações aprendidas. Para ensinar música, Luciana ofereceu inicialmente instrumentos caseiros feitos com embalagens descartáveis e sucata. Assim que os pequenos perceberam os sons e aprenderam a usar cuidadosamente os objetos, eles puderam explorar os instrumentos profissionais. Depois que cada um escolheu o seu, a professora sugeriu que todos acompanhassem músicas gravadas para aprimorar o ritmo e a visão de conjunto. No caso da dança, as marcações serviram de base para o ensino dos passos, apoiado posteriormente em DVDs específicos.
Avaliação
A professora analisou a evolução da compreensão nas situações de leitura de imagens e de contos africanos. A avaliação do trabalho de ampliação cultural atentou para a evolução da capacidade das crianças em pesquisar - escolhendo fontes, coletando material e sintetizando-o. No caso da música e da dança, Luciana privilegiou não apenas o conhecimento específico mas também o trabalho em grupo, sem se preocupar se estavam todos tocando ou dançando bem. "Tocar e dançar são atividades lúdicas por natureza. Não se pode perder isso de vista, principalmente na Educação Infantil", explica.
Quer saber mais?
CONTATOS
CEI Santa Escolástica, R. Itapanhaú, 170, São Paulo, SP, 05665-060, tel. (11) 3742-0399
Karina Rizek
Luciana do Nascimento Santos
BIBLIOGRAFIA
Música na Educação Infantil, Teca Alencar de Brito, 204 págs., Ed. Peirópolis, tel. (11) 3816-0699, 46 reais
CEI Santa Escolástica, R. Itapanhaú, 170, São Paulo, SP, 05665-060, tel. (11) 3742-0399
Karina Rizek
Luciana do Nascimento Santos
BIBLIOGRAFIA
Música na Educação Infantil, Teca Alencar de Brito, 204 págs., Ed. Peirópolis, tel. (11) 3816-0699, 46 reais
conciência negra na educação infantil 4
Pesquisa com ritmos africanos
Explorando a habilidade dos pequenos para tocar instrumentos e dançar, leve-os a descobrir como as manifestações artísticas expressam a cultura
VER PARA CRER (à esq.) Revistas e livros com muitas imagens permitem a exploração sobre outras culturas e MÚSICA DE PRIMEIRA (à dir.) Com estudo e instrumentos de qualidade, a turma toca percussão para valer
Se o trabalho de ampliação cultural guarda semelhanças com a pesquisa em outras áreas, a tarefa de ensinar a tocar instrumentos e a dançar exige um conhecimento específico. O exemplo de Luciana dá a dimensão do esforço: durante dois anos, ela fez cursos e participou de oficinas para aprender as danças e os ritmos que queria ensinar na sala de aula. A professora aprendeu, por exemplo, que os instrumentos de percussão são os mais indicados para trabalhar na Educação Infantil, já que não exigem a compreensão das notas musicais. Também descobriu que a qualidade do som é diretamente proporcional à do equipamento. Portanto, nada de pandeiros, tambores e batuques "de mentirinha", desses de lojas de bugigangas. O investimento é maior, mas o resultado final compensa. Já o trabalho prévio à execução musical tem custo zero. A marcação, atividade essencial para compreender o ritmo, exige apenas que o professor cante. Você pode orientar os pequenos a bater palmas para acompanhar uma música, ressaltando os intervalos regulares que compõem o ritmo. Em seguida, entra em cena a percussão corporal. Ao pedir a cada criança que faça um barulho com uma parte do corpo (mãos batendo nas pernas, pés batendo no chão e sons com a própria boca), você mostra que o próprio corpo pode ser produtor de ruídos.
Na dança, antes de mergulhar no ensino dos passos das modalidades escolhidas, as marcações com os pés e as mãos também são essenciais para que a turma perceba que elas estabelecem uma intensa conversa com o ritmo. Não se esqueça, porém, de que apenas ensinar a tocar e dançar restringe a riqueza do trabalho. Luciana entendeu o recado. Ciente do papel da cultura nas práticas artísticas, aproveitava para relembrar a todo momento a origem dos instrumentos e da dança, fazendo a turma entender o real significado do som e da ginga que vivenciavam na escola.
conciência negra na educação infantil 3
Pesquisa com ritmos africanos
Explorando a habilidade dos pequenos para tocar instrumentos e dançar, leve-os a descobrir como as manifestações artísticas expressam a cultura
Pesquisar em fontes variadas para conectar Arte e História
Resultados tão impressionantes não surgem por acaso. Para que a música e a dança se tornem objetos de pesquisa - e conduzam, de fato, ao alargamento do repertório cultural da turma -, você não deve se restringir apenas ao ensino dos instrumentos e movimentos rítmicos (leia a sequência didática). O.k., o desenvolvimento dessas habilidades específicas não fica de fora (vamos falar sobre isso mais adiante). Mas é preciso, ainda, estimular pesquisas que levem a garotada a entender as raízes culturais das práticas artísticas. Nessa perspectiva, algumas perguntas fundamentais, que podem vir junto à apresentação de danças e instrumentos escolhidos, são: de que países eles vêm? Como estão ligados às condições de vida do grupo estudado?
Das respostas, surgem as pistas para prosseguir na atividade. Escolher o material de acordo com a faixa etária é essencial para a ampliação do conhecimento. Como em todos os projetos de pesquisa, vale investir na diversidade de fontes. Na Educação Infantil, o ideal é que livros e revistas tenham figuras ricas em detalhes, mas incluam também pequenos textos e legendas para desde cedo promover o contato com a escrita. Rodas de conto que focalizem lendas e histórias sobre o país estudado (e, se possível, em que a dança e a música também sejam contempladas) são opções interessantes.
OS SONS DE CADA UM Batucando no próprio corpo, as crianças conhecem aspectos básicos de ritmo
Das respostas, surgem as pistas para prosseguir na atividade. Escolher o material de acordo com a faixa etária é essencial para a ampliação do conhecimento. Como em todos os projetos de pesquisa, vale investir na diversidade de fontes. Na Educação Infantil, o ideal é que livros e revistas tenham figuras ricas em detalhes, mas incluam também pequenos textos e legendas para desde cedo promover o contato com a escrita. Rodas de conto que focalizem lendas e histórias sobre o país estudado (e, se possível, em que a dança e a música também sejam contempladas) são opções interessantes.
conciência negra na educação infantil 2
Pesquisa com ritmos africanos
Explorando a habilidade dos pequenos para tocar instrumentos e dançar, leve-os a descobrir como as manifestações artísticas expressam a cultura
GINGA AFRICANA Dançando o coco, a turma
da CEI Santa Escolástica vivencia os sons
afro-brasileiros. Fotos: Marcelo Min
da CEI Santa Escolástica vivencia os sons
afro-brasileiros. Fotos: Marcelo Min
Dançar, batucar e cantar são formas de manifestação que fascinam desde que o homem é homem. Ao longo de pelo menos 130 mil anos da trajetória humana no planeta, combinações de gestos, ritmos e sons foram capazes de exprimir, a um só tempo, costumes, tradições e visões de mundo de incontáveis povos e grupos sociais. Em poucas palavras, tanto a música como a dança transmitem cultura. É papel do professor mostrar essa ligação - sem deixar de lado, claro, o aspecto lúdico que só não encanta "quem é ruim da cabeça ou doente do pé", como diz o histórico Samba de Minha Terra, de Dorival Caymmi.
As crianças, você sabe, encontram na brincadeira uma poderosa ferramenta de experimentação e conhecimento. Em geral, adoram música e dança. Era assim com os pequenos da pré-escola do CEI Santa Escolástica, na capital paulista. Atenta a essa empolgação, a professora Luciana do Nascimento Santos fez o óbvio: pôs a meninada para tocar, cantar e dançar. Mas foi além. Primeiro, estabeleceu um foco para sua atuação, explorando influências da cultura africana com o aprendizado de instrumentos como agogô, caxixi e alfaia e de danças como jongo, maracatu e coco. Em segundo lugar, encarou essas práticas como meios de pesquisa cultural, conduzindo a turma na descoberta da história da África e suas ligações com o Brasil.
Conciência negra na educação infantil
Diversidade sempre, desde a Educação Infantil
Valorizar diferentes raças e gêneros e pessoas com deficiência é trabalho para todo dia. Materiais adequados são um bom aliado nessa tarefa
Preconceitos, rótulos, discriminação. É inevitável: desde muito cedo, os pequenos entram em contato com esses discursos negativos. Para que eles saibam lidar com a diferença com sensibilidade e equilíbrio, é preciso que tenham familiaridade com a diversidade - e não apenas em projetos com duração definida ou em datas comemorativas, como ainda é habitual em vários lugares. Outra recomendação importante é que a questão não seja tratada como um conteúdo específico (o que invalida propostas do tipo "bom, turminha, agora vamos todos entender por que é importante respeitar as diferenças").
Melhor que isso é abordar o tema de jeito natural, inserindo-o em práticas diárias, como brincadeiras, leitura e música (leia projeto institucional). "O convívio cotidiano é a forma mais eficaz de trabalhar comportamentos e atitudes", diz Daniela Alonso, psicopedagoga e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.
Para conseguir isso, uma providência essencial é adquirir materiais didáticos que valorizem as diferentes raças, pessoas com deficiências físicas e mental e mostrem meninos e meninas em posição de igualdade. Ao comprar instrumentos musicais, contemple os de diversas culturas.
No caso de brinquedos como bonecas, já existem lojas que se preocupam especialmente em privilegiar a diversidade. A compra de livros pode ser mais difícil: uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas que analisou 33 obras de Língua Portuguesa só encontrou duas meninas não brancas nas ilustrações.
Entretanto, a busca criteriosa e a leitura prévia costumam resolver o problema. Se a turma já estiver em fase de alfabetização, o Guia Nacional de Livros Didáticos, do Ministério da Educação, é a melhor referência - ele garante que as obras recomendadas não contêm situações de discriminação.
Não se pode esquecer que os pequenos aprendem com o exemplo dos adultos. Pensando nisso, a direção da EMEI Aricanduva, em São Paulo, capacitou a equipe para lidar com a diversidade. Antes, só algumas professoras trabalhavam a questão, por meio de projetos específicos. Hoje a diversidade é contemplada em todo o currículo. "Um resultado prático é que, agora, crianças negras que se retratavam como brancas nos desenhos passaram a usar lápis marrom e preto", comemora a coordenadora Cleide Andrade Silva
- Estimular o respeito à diversidade.
- Formar cidadãos preocupados com a coletividade.
Tempo estimado O ano todo.
Materiais necessários
Retalhos de tecidos de diversas cores e estampas, linha, agulha, botões, papel, lápis de cor e giz de cera.
Desenvolvimento
Atividade 1 Reúna a turma em círculo para ouvir você ler histórias que tratem da diversidade e valorizem o respeito à diferença. Peça que todos comentem. A roda de conversa pode ser aproveitada para debater eventuais conflitos gerados por preconceitos.
Atividade 2
Convide os pais para fazer, junto com os filhos, uma oficina de bonecos negros. Ofereça o material necessário.
Depois de prontos, deixe-os à disposição na sala para as brincadeiras ou organize um revezamento para que as crianças possam levá-los para casa.
Os pequenos criam laços com esses objetos e se reconhecem neles.
Atividade 3 Um dos problemas enfrentados pelas crianças negras é relacionado aos cabelos. Não é difícil ouvir algumas falando que gostariam de tê-los lisos.
Mexer nos cabelos e trocar carinho é uma forma de cuidar delas, romper possíveis barreiras de preconceitos e aprender que não existe cabelo ruim, só estilos diferentes. Sugira que a turma desenhe em uma folha os diferentes tipos de cabelos (textura, cor etc.) que existem.
Atividade 4
Peça pesquisas sobre a história de alimentos e músicas de diversas origens. Planeje momentos de degustação e de escuta. As aulas de culinária são momentos ricos para enfocar heranças culturais dos vários grupos que compõem a sociedade brasileira. Conhecer músicas em diferentes línguas é um bom caminho para estimular o respeito pelos diversos grupos humanos. Isso se aplica a todas as formas de arte.
Avaliação
Observe em brincadeiras e falas se as crianças aceitam bem a diversidade e se todos valorizam suas origens e a auto-imagem.
Valorizar diferentes raças e gêneros e pessoas com deficiência é trabalho para todo dia. Materiais adequados são um bom aliado nessa tarefa
Preconceitos, rótulos, discriminação. É inevitável: desde muito cedo, os pequenos entram em contato com esses discursos negativos. Para que eles saibam lidar com a diferença com sensibilidade e equilíbrio, é preciso que tenham familiaridade com a diversidade - e não apenas em projetos com duração definida ou em datas comemorativas, como ainda é habitual em vários lugares. Outra recomendação importante é que a questão não seja tratada como um conteúdo específico (o que invalida propostas do tipo "bom, turminha, agora vamos todos entender por que é importante respeitar as diferenças").
Melhor que isso é abordar o tema de jeito natural, inserindo-o em práticas diárias, como brincadeiras, leitura e música (leia projeto institucional). "O convívio cotidiano é a forma mais eficaz de trabalhar comportamentos e atitudes", diz Daniela Alonso, psicopedagoga e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10.
Para conseguir isso, uma providência essencial é adquirir materiais didáticos que valorizem as diferentes raças, pessoas com deficiências físicas e mental e mostrem meninos e meninas em posição de igualdade. Ao comprar instrumentos musicais, contemple os de diversas culturas.
No caso de brinquedos como bonecas, já existem lojas que se preocupam especialmente em privilegiar a diversidade. A compra de livros pode ser mais difícil: uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas que analisou 33 obras de Língua Portuguesa só encontrou duas meninas não brancas nas ilustrações.
Entretanto, a busca criteriosa e a leitura prévia costumam resolver o problema. Se a turma já estiver em fase de alfabetização, o Guia Nacional de Livros Didáticos, do Ministério da Educação, é a melhor referência - ele garante que as obras recomendadas não contêm situações de discriminação.
Não se pode esquecer que os pequenos aprendem com o exemplo dos adultos. Pensando nisso, a direção da EMEI Aricanduva, em São Paulo, capacitou a equipe para lidar com a diversidade. Antes, só algumas professoras trabalhavam a questão, por meio de projetos específicos. Hoje a diversidade é contemplada em todo o currículo. "Um resultado prático é que, agora, crianças negras que se retratavam como brancas nos desenhos passaram a usar lápis marrom e preto", comemora a coordenadora Cleide Andrade Silva
Não ao preconceito
Objetivos- Estimular o respeito à diversidade.
- Formar cidadãos preocupados com a coletividade.
Tempo estimado O ano todo.
Materiais necessários
Retalhos de tecidos de diversas cores e estampas, linha, agulha, botões, papel, lápis de cor e giz de cera.
Desenvolvimento
Atividade 1 Reúna a turma em círculo para ouvir você ler histórias que tratem da diversidade e valorizem o respeito à diferença. Peça que todos comentem. A roda de conversa pode ser aproveitada para debater eventuais conflitos gerados por preconceitos.
Atividade 2
Convide os pais para fazer, junto com os filhos, uma oficina de bonecos negros. Ofereça o material necessário.
Depois de prontos, deixe-os à disposição na sala para as brincadeiras ou organize um revezamento para que as crianças possam levá-los para casa.
Os pequenos criam laços com esses objetos e se reconhecem neles.
Atividade 3 Um dos problemas enfrentados pelas crianças negras é relacionado aos cabelos. Não é difícil ouvir algumas falando que gostariam de tê-los lisos.
Mexer nos cabelos e trocar carinho é uma forma de cuidar delas, romper possíveis barreiras de preconceitos e aprender que não existe cabelo ruim, só estilos diferentes. Sugira que a turma desenhe em uma folha os diferentes tipos de cabelos (textura, cor etc.) que existem.
Atividade 4
Peça pesquisas sobre a história de alimentos e músicas de diversas origens. Planeje momentos de degustação e de escuta. As aulas de culinária são momentos ricos para enfocar heranças culturais dos vários grupos que compõem a sociedade brasileira. Conhecer músicas em diferentes línguas é um bom caminho para estimular o respeito pelos diversos grupos humanos. Isso se aplica a todas as formas de arte.
Avaliação
Observe em brincadeiras e falas se as crianças aceitam bem a diversidade e se todos valorizam suas origens e a auto-imagem.
Nomes próprios 4- 5 anos
Introdução
Por que trabalhar com os nomes próprios? As crianças que estão se alfabetizando podem e devem aprender muitas coisas a partir de um trabalho intencional com os nomes próprios da classe.
Objetivos
Estas atividades permitem às crianças as seguintes aprendizagens:
- Diferenciar letras e desenhos;
- Diferenciar letras e números;
- Diferenciar letras, umas das outras;
- A quantidade de letras usadas para escrever cada nome;
- Função da escrita dos nomes: para marcar trabalhos, identificar materiais, registrar a presença na sala de aula (função de memória da escrita) etc;
- Orientação da escrita: da esquerda para a direita;
- Que se escreve para resolver alguns problemas práticos;
- O nome das letras;
- Um amplo repertório de letras (a diversidade e a quantidade de nomes numa mesma sala);
- Habilidades grafo-motoras;
- Uma fonte de consulta para escrever outras palavras.
O nome próprio tem uma característica: é fixo, sempre igual. Uma vez aprendido, mesmo a criança com hipóteses não alfabéticas sobre a escrita não escreve seu próprio nome segundo suas suposições, mas, sim, respeitando as restrições do modelo apresentado. As atividades com os nomes próprios devem ser seqüenciadas para que possibilitem as aprendizagens mencionadas acima. Uma proposta significativa de alfabetização, aquela que visa formar leitores e escritores, e não mero decifradores do sistema, não pode pensar em atividades para nível 1, nível 2, nível 3...
É preciso considerar:
· Os conhecimentos prévios das crianças.
· O grau de habilidade no uso do sistema alfabético.
· As características concretas do grupo.
· As diferenças individuais.
Conteúdos
Leitura e escrita de nomes próprios
Tempo estimado
Um mês
Materiais necessários
- Folhas de papel sulfite com os nomes das crianças da classe impressos
- Etiquetas de cartolina de 10cm x 6cm (para os crachás)
- Folhas de papel craft, cartolina ou sulfite A3
Organização da sala
Cada tipo de atividade exige uma determinada organização:
- Atividades de identificação das situações de uso dos nomes: trabalho com a sala toda.
- Identificação do próprio nome: individual.
- Identificação de outros nomes: sala toda ou pequenos grupos.
Desenvolvimento das atividades
1. Selecione situações em que se faz necessário escrever e ler nomes. Alguns exemplos: Escrever o nome de colegas para identificar papéis, cadernos, desenhos (pedir que as crianças distribuam tentando ler os nomes). Lista de chamada da classe. Ler cartões com nomes para saber em que lugar cada um deve sentar; para saber, quem são os ajudantes do dia, etc.
2. Peça a leitura e interpretação de nomes escritos.
3. Prepare oralmente a escrita: discuta com as crianças, se necessário, qual o nome a ser escrito dependendo da situação. Se for para identificar material da criança, use etiquetas; para lista de chamada use papel sulfite ou papel craft.
4. Seja bem claro nas recomendações: explicite o que deverá ser escrito, onde fazê-lo e como, que tipo de letra usar, etc
5. Peça a escrita dos nomes: com e sem modelo.
Objetivos
Ao final das atividades, a criança deve:
- Reconhecer as situações onde faz sentido utilizar nomes próprios: para etiquetar materiais, identificar pertences, registrar a presença em sala de aula (chamada), organizar listas de trabalho e brincadeiras, etc.
- Identificar a escrita do próprio nome.
- Escrever com e sem modelo o próprio nome.
- Ampliar o repertório de conhecimento de letras.
- Interpretar as escritas dos nomes dos colegas da turma.
- Utilizar o conhecimento sobre o próprio nome e o alheio para resolver outros problemas de escrita, tais como: quantas letras usar, quais letras, ordem da letras etc e interpretação de escritas.
Identificação de situações onde se faz necessário escrever e ler nomes. Aproveite todas as situações para problematizar a necessidade de escrever nomes.
Situação 1- Recolhendo material. Questione as crianças como se pode fazer para que se saiba a quem pertence cada material. Ouça as sugestões. Distribua etiquetas para as crianças e peça que cada uma escreva seu nome na sua presença. Chame atenção para as letras usadas, a direção da escrita, a quantidade de letras, etc.
Situação 2 - Construindo um crachá. Questione as crianças como os professores podem fazer para saber o nome de todas nos primeiros dias de atividade. Ajude-as a concluir sobre a função do uso de crachás. Distribua cartões com a escrita do nome de cada uma que deverá ser copiado nos crachás. Priorize neste momento a escrita com a letra de imprensa maiúscula (mais fácil de reprodução pela criança). Solicite o uso do crachá diariamente.
Situação 3 - Fazendo a chamada Lance para a classe o problema: como podemos fazer para não esquecer quem falta na aula?
Observações: todas essas situações e outras têm como objetivo que as crianças recorram à escrita dos nomes como solução para problemas práticos do cotidiano.
Identificação do próprio nome
Dê para cada criança um cartão com o nome dela.
- Apresente uma lista com todos os nomes da classe. Escreva todos os nomes com letra de imprensa maiúscula. Nesse tipo de escrita, é mais fácil para a criança identificar os limites da letra, o que também deixa a grafia menos complicada.
- Peça que localizem na lista da sala o próprio nome. O cartaz com essa lista pode ser grande e ser fixado em local visível.
- Peça para cada um montar o próprio nome, usando letras móveis (que podem ser adquiridas ou confeccionadas).
- Inicialmente realize esta atividade a partir de um modelo (crachá com o nome) e depois sem modelo, usando o modelo para conferir a escrita produzida. Identificação de outros nomes da classe
Apresente uma lista com os nomes das crianças da classe.
Cada criança poderá receber uma lista impressa ou colocar na classe uma lista grande confeccionada em papel craft. Você poderá, também, usar as duas listas: as individuais e a coletiva.
Atividade 1- Ditado
Dite um nome da lista. Cada criança deverá encontrá-lo na lista que tem em mãos e circulá-lo. Em seguida, peça a uma criança que escreva aquele nome na lousa. Peça a elas que confiram se circularam o nome certo. Para que essa atividade seja possível a todas é importante fornecer algumas ajudas. Diga a letra inicial e final, por exemplo.
Atividade 2 - Fazendo a chamada
Entregue a lista de chamada das crianças da sala. Peça que as crianças digam os nomes das crianças ausentes e que circulem esses nomes. Siga as mesmas orientações da atividade 1, no tocante às ajudas necessárias para a realização da tarefa.
Atividade 3 - Separando nomes de meninas e meninos
Apresente a lista da chamada da classe. Peça para as crianças separarem em duas colunas: nomes das meninas e nomes dos meninos.
Observação: em todas estas atividades é importante chamar a atenção para a ordem alfabética utilizada nas listas. Este conhecimento: nomeação das letras do alfabeto é importante para ajudar a criança a buscar a letra que necessita para escrever. Em geral as crianças chegam à escola sabendo "dizer" o alfabeto, ainda que não associando o nome da letra aos seus traçados. Aproveite esse conhecimento para que possam fazer a relação entre o nome da letra e o respectivo traçado.
Avaliação
É importante observar e registrar os avanços das crianças na aquisição do próprio nome e no reconhecimento dos outros nomes. Tratando-se de uma informação social - a escrita dos nomes -, é preciso observar se as crianças fazem uso dessa informação para escrever outras palavras. A escrita dos nomes é uma informação social, porque é uma aprendizagem não escolar. Dependendo da classe social de origem da criança, ele já entra na escola com este conhecimento: como se escreve o próprio nome e quais as situações sociais em que se usa a escrita do nome. Para crianças que não tiveram acesso a essa informação a escola deve cumprir esse papel.
Sugerimos uma planilha de observação de nove colunas, contendo os seguintes campos:
1. Nome da criança
2. Escreve sem modelo?
3. Usa grafias convencionais?
4. Utiliza a ordem das letras?
5. Conhece os nomes das letras?
6. Reconhece outros nomes da classe?
7. Escreve outros nomes sem modelo?
8. Utiliza as letras convencio-nais na escrita dos nomes?
9. Utiliza o conhecimento sobre os nomes para escrever outras palavras?
Observação: A partir do registro na planilha acima é possível ter uma visão das necessidades de investimento com cada criança e também das necessidades coletivas de trabalho com a classe.
Atividades complementares - Pesquisa sobre a origem do nome (pesquisa com os familiares)
- Análise de fotos antigas e atuais da criança.
- Montagem de uma linha do tempo da criança a partir das fotos trazidas.
Por que trabalhar com os nomes próprios? As crianças que estão se alfabetizando podem e devem aprender muitas coisas a partir de um trabalho intencional com os nomes próprios da classe.
Objetivos
Estas atividades permitem às crianças as seguintes aprendizagens:
- Diferenciar letras e desenhos;
- Diferenciar letras e números;
- Diferenciar letras, umas das outras;
- A quantidade de letras usadas para escrever cada nome;
- Função da escrita dos nomes: para marcar trabalhos, identificar materiais, registrar a presença na sala de aula (função de memória da escrita) etc;
- Orientação da escrita: da esquerda para a direita;
- Que se escreve para resolver alguns problemas práticos;
- O nome das letras;
- Um amplo repertório de letras (a diversidade e a quantidade de nomes numa mesma sala);
- Habilidades grafo-motoras;
- Uma fonte de consulta para escrever outras palavras.
O nome próprio tem uma característica: é fixo, sempre igual. Uma vez aprendido, mesmo a criança com hipóteses não alfabéticas sobre a escrita não escreve seu próprio nome segundo suas suposições, mas, sim, respeitando as restrições do modelo apresentado. As atividades com os nomes próprios devem ser seqüenciadas para que possibilitem as aprendizagens mencionadas acima. Uma proposta significativa de alfabetização, aquela que visa formar leitores e escritores, e não mero decifradores do sistema, não pode pensar em atividades para nível 1, nível 2, nível 3...
É preciso considerar:
· Os conhecimentos prévios das crianças.
· O grau de habilidade no uso do sistema alfabético.
· As características concretas do grupo.
· As diferenças individuais.
Conteúdos
Leitura e escrita de nomes próprios
Tempo estimado
Um mês
Materiais necessários
- Folhas de papel sulfite com os nomes das crianças da classe impressos
- Etiquetas de cartolina de 10cm x 6cm (para os crachás)
- Folhas de papel craft, cartolina ou sulfite A3
Organização da sala
Cada tipo de atividade exige uma determinada organização:
- Atividades de identificação das situações de uso dos nomes: trabalho com a sala toda.
- Identificação do próprio nome: individual.
- Identificação de outros nomes: sala toda ou pequenos grupos.
Desenvolvimento das atividades
1. Selecione situações em que se faz necessário escrever e ler nomes. Alguns exemplos: Escrever o nome de colegas para identificar papéis, cadernos, desenhos (pedir que as crianças distribuam tentando ler os nomes). Lista de chamada da classe. Ler cartões com nomes para saber em que lugar cada um deve sentar; para saber, quem são os ajudantes do dia, etc.
2. Peça a leitura e interpretação de nomes escritos.
3. Prepare oralmente a escrita: discuta com as crianças, se necessário, qual o nome a ser escrito dependendo da situação. Se for para identificar material da criança, use etiquetas; para lista de chamada use papel sulfite ou papel craft.
4. Seja bem claro nas recomendações: explicite o que deverá ser escrito, onde fazê-lo e como, que tipo de letra usar, etc
5. Peça a escrita dos nomes: com e sem modelo.
Objetivos
Ao final das atividades, a criança deve:
- Reconhecer as situações onde faz sentido utilizar nomes próprios: para etiquetar materiais, identificar pertences, registrar a presença em sala de aula (chamada), organizar listas de trabalho e brincadeiras, etc.
- Identificar a escrita do próprio nome.
- Escrever com e sem modelo o próprio nome.
- Ampliar o repertório de conhecimento de letras.
- Interpretar as escritas dos nomes dos colegas da turma.
- Utilizar o conhecimento sobre o próprio nome e o alheio para resolver outros problemas de escrita, tais como: quantas letras usar, quais letras, ordem da letras etc e interpretação de escritas.
Identificação de situações onde se faz necessário escrever e ler nomes. Aproveite todas as situações para problematizar a necessidade de escrever nomes.
Situação 1- Recolhendo material. Questione as crianças como se pode fazer para que se saiba a quem pertence cada material. Ouça as sugestões. Distribua etiquetas para as crianças e peça que cada uma escreva seu nome na sua presença. Chame atenção para as letras usadas, a direção da escrita, a quantidade de letras, etc.
Situação 2 - Construindo um crachá. Questione as crianças como os professores podem fazer para saber o nome de todas nos primeiros dias de atividade. Ajude-as a concluir sobre a função do uso de crachás. Distribua cartões com a escrita do nome de cada uma que deverá ser copiado nos crachás. Priorize neste momento a escrita com a letra de imprensa maiúscula (mais fácil de reprodução pela criança). Solicite o uso do crachá diariamente.
Situação 3 - Fazendo a chamada Lance para a classe o problema: como podemos fazer para não esquecer quem falta na aula?
Observações: todas essas situações e outras têm como objetivo que as crianças recorram à escrita dos nomes como solução para problemas práticos do cotidiano.
Identificação do próprio nome
Dê para cada criança um cartão com o nome dela.
- Apresente uma lista com todos os nomes da classe. Escreva todos os nomes com letra de imprensa maiúscula. Nesse tipo de escrita, é mais fácil para a criança identificar os limites da letra, o que também deixa a grafia menos complicada.
- Peça que localizem na lista da sala o próprio nome. O cartaz com essa lista pode ser grande e ser fixado em local visível.
- Peça para cada um montar o próprio nome, usando letras móveis (que podem ser adquiridas ou confeccionadas).
- Inicialmente realize esta atividade a partir de um modelo (crachá com o nome) e depois sem modelo, usando o modelo para conferir a escrita produzida. Identificação de outros nomes da classe
Apresente uma lista com os nomes das crianças da classe.
Cada criança poderá receber uma lista impressa ou colocar na classe uma lista grande confeccionada em papel craft. Você poderá, também, usar as duas listas: as individuais e a coletiva.
Atividade 1- Ditado
Dite um nome da lista. Cada criança deverá encontrá-lo na lista que tem em mãos e circulá-lo. Em seguida, peça a uma criança que escreva aquele nome na lousa. Peça a elas que confiram se circularam o nome certo. Para que essa atividade seja possível a todas é importante fornecer algumas ajudas. Diga a letra inicial e final, por exemplo.
Atividade 2 - Fazendo a chamada
Entregue a lista de chamada das crianças da sala. Peça que as crianças digam os nomes das crianças ausentes e que circulem esses nomes. Siga as mesmas orientações da atividade 1, no tocante às ajudas necessárias para a realização da tarefa.
Atividade 3 - Separando nomes de meninas e meninos
Apresente a lista da chamada da classe. Peça para as crianças separarem em duas colunas: nomes das meninas e nomes dos meninos.
Observação: em todas estas atividades é importante chamar a atenção para a ordem alfabética utilizada nas listas. Este conhecimento: nomeação das letras do alfabeto é importante para ajudar a criança a buscar a letra que necessita para escrever. Em geral as crianças chegam à escola sabendo "dizer" o alfabeto, ainda que não associando o nome da letra aos seus traçados. Aproveite esse conhecimento para que possam fazer a relação entre o nome da letra e o respectivo traçado.
Avaliação
É importante observar e registrar os avanços das crianças na aquisição do próprio nome e no reconhecimento dos outros nomes. Tratando-se de uma informação social - a escrita dos nomes -, é preciso observar se as crianças fazem uso dessa informação para escrever outras palavras. A escrita dos nomes é uma informação social, porque é uma aprendizagem não escolar. Dependendo da classe social de origem da criança, ele já entra na escola com este conhecimento: como se escreve o próprio nome e quais as situações sociais em que se usa a escrita do nome. Para crianças que não tiveram acesso a essa informação a escola deve cumprir esse papel.
Sugerimos uma planilha de observação de nove colunas, contendo os seguintes campos:
1. Nome da criança
2. Escreve sem modelo?
3. Usa grafias convencionais?
4. Utiliza a ordem das letras?
5. Conhece os nomes das letras?
6. Reconhece outros nomes da classe?
7. Escreve outros nomes sem modelo?
8. Utiliza as letras convencio-nais na escrita dos nomes?
9. Utiliza o conhecimento sobre os nomes para escrever outras palavras?
Observação: A partir do registro na planilha acima é possível ter uma visão das necessidades de investimento com cada criança e também das necessidades coletivas de trabalho com a classe.
Atividades complementares - Pesquisa sobre a origem do nome (pesquisa com os familiares)
- Análise de fotos antigas e atuais da criança.
- Montagem de uma linha do tempo da criança a partir das fotos trazidas.
Sarau infantil
Objetivos
- Ampliar o repertório de poesias conhecidas pela turma.
- Utilizar a linguagem oral, adequando-a a uma situação comunicativa formal.
Conteúdo
- Comunicação oral.
Anos
Pré-escola.
Tempo estimado
Dois meses.
Material necessário
- Filmadora
- Caixa de papelão
- Aparelho de som
- CD A Arca de Noé - Vols. 1 e 2 (vários intérpretes, Universal Music Brasil, 16 reais)
Livros
- A Arca de Noé (Vinicius de Moraes, 64 págs., Ed. Cia. das Letrinhas, tel. 11/3707-3500, 46,50 reais)
- Poemas Desengonçados (Ricardo Azevedo, 56 págs., Ed. Ática, tel. 0800-115-152, 26,90 reais)
- Mais Respeito, Eu Sou Criança (Pedro Bandeira, 80 págs., Ed. Moderna, tel. 0800-172-002, 29,50 reais)
Flexibilização
Para ampliar a capacidade de comunicação e expressão de crianças com deficiência auditiva e auxiliá-las a utilizar libras, posicione as crianças em semicírculo no momento da leitura, para que visualizem o educador, os colegas e o intérprete. É importante que todos falem, um de cada vez, para facilitar a compreensão. Apresente os autores por meio de fotos e estimule a criança a declamar, em libras, poemas que já conhece. Você também pode declamar algumas poesias para servir como modelo de leitor. Explique a todos as etapas do projeto e apresente uma nova poesia às crianças a cada dia. Peça à criança surda que observe a expressão facial e os movimentos do corpo do intérprete quando este estiver declamando. Proponha que a criança leve um bilhete para casa pedindo que os pais escrevam uma poesia para ser apresentada aos colegas. Incentive a criança surda a participar da confecção da "caixa mágica" e explique que ali serão colocadas as poesias e os livros utilizados no projeto. Apresente à criança a poesia que ela irá declamar junto com dois ou três colegas. Convidar um surdo adulto para declamar na sala em libras para que a criança tenha outros exemplos também é uma boa alternativa. Filme a criança surda declamando com o seu grupo e num segundo momento retome o vídeo para que juntos possam ver o que precisa ser melhorado. No dia do sarau, é interessante que a poesia que será declamada em libras seja lida para a plateia. Registrar todos os avanços da criança é fundamental.
Desenvolvimento
1ª etapa
Pergunte quais poemas as crianças conhecem e estimule-as a declamar. Convide-as a conhecer outros, mostrando os livros selecionados. Leia em voz alta alguns deles, caprichando na entonação. Compartilhe a ideia de organizar um sarau de poesia e convidar os pais para assistir ao evento. Explique que para isso é preciso conhecer vários poemas e aprender a declamá-los.
2ª etapa
Apresente algumas faixas do CD de poesia musicada para familiarizar a turma com o gênero.
3ª etapa
Leia para os pequenos todos os dias os livros escolhidos para o projeto. Converse com eles sobre as poesias e como se deve declamar, cuidando da entonação e da altura da voz, para que o público compreenda e ouça com clareza o que for dito. Como tarefa de casa, oriente que peçam aos pais para recitar e registrar por escrito poemas e versinhos que apreciem. Use a caixa de papelão para guardar os textos poéticos fornecidos pelos pais, os livros e o CD.
4ª etapa
Leia a poesia Bola de Gude, do livro Poemas Desengonçados, chamando a atenção da turma para a entonação, dicção e altura da sua voz. Proponha que a recitem coletivamente. Repita o procedimento com outros poemas. Use a filmadora para gravar esses momentos.
5ª etapa
Exiba o vídeo para que as crianças possam analisar como estão se saindo e em que precisam melhorar. Ajude-as apontando o que estiver adequado também.
6ª etapa
É hora de selecionar o que será apresentado no sarau. Pergunte às crianças quais são os textos prediletos delas e decidam se as declamações serão feitas individualmente, em duplas, trios ou grupos maiores. Convide as famílias para o evento.
7ª etapa
Ensaie com a turma os poemas. Filme novamente e exponha as imagens para que todos possam se aperfeiçoar.
Produto final
Sarau infantil.
Avaliação
Observe e registre o avanço das crianças no que se refere à apropriação na forma de se expressar em situações de comunicação formal.
- Ampliar o repertório de poesias conhecidas pela turma.
- Utilizar a linguagem oral, adequando-a a uma situação comunicativa formal.
Conteúdo
- Comunicação oral.
Anos
Pré-escola.
Tempo estimado
Dois meses.
Material necessário
- Filmadora
- Caixa de papelão
- Aparelho de som
- CD A Arca de Noé - Vols. 1 e 2 (vários intérpretes, Universal Music Brasil, 16 reais)
Livros
- A Arca de Noé (Vinicius de Moraes, 64 págs., Ed. Cia. das Letrinhas, tel. 11/3707-3500, 46,50 reais)
- Poemas Desengonçados (Ricardo Azevedo, 56 págs., Ed. Ática, tel. 0800-115-152, 26,90 reais)
- Mais Respeito, Eu Sou Criança (Pedro Bandeira, 80 págs., Ed. Moderna, tel. 0800-172-002, 29,50 reais)
Flexibilização
Para ampliar a capacidade de comunicação e expressão de crianças com deficiência auditiva e auxiliá-las a utilizar libras, posicione as crianças em semicírculo no momento da leitura, para que visualizem o educador, os colegas e o intérprete. É importante que todos falem, um de cada vez, para facilitar a compreensão. Apresente os autores por meio de fotos e estimule a criança a declamar, em libras, poemas que já conhece. Você também pode declamar algumas poesias para servir como modelo de leitor. Explique a todos as etapas do projeto e apresente uma nova poesia às crianças a cada dia. Peça à criança surda que observe a expressão facial e os movimentos do corpo do intérprete quando este estiver declamando. Proponha que a criança leve um bilhete para casa pedindo que os pais escrevam uma poesia para ser apresentada aos colegas. Incentive a criança surda a participar da confecção da "caixa mágica" e explique que ali serão colocadas as poesias e os livros utilizados no projeto. Apresente à criança a poesia que ela irá declamar junto com dois ou três colegas. Convidar um surdo adulto para declamar na sala em libras para que a criança tenha outros exemplos também é uma boa alternativa. Filme a criança surda declamando com o seu grupo e num segundo momento retome o vídeo para que juntos possam ver o que precisa ser melhorado. No dia do sarau, é interessante que a poesia que será declamada em libras seja lida para a plateia. Registrar todos os avanços da criança é fundamental.
Desenvolvimento
1ª etapa
Pergunte quais poemas as crianças conhecem e estimule-as a declamar. Convide-as a conhecer outros, mostrando os livros selecionados. Leia em voz alta alguns deles, caprichando na entonação. Compartilhe a ideia de organizar um sarau de poesia e convidar os pais para assistir ao evento. Explique que para isso é preciso conhecer vários poemas e aprender a declamá-los.
2ª etapa
Apresente algumas faixas do CD de poesia musicada para familiarizar a turma com o gênero.
3ª etapa
Leia para os pequenos todos os dias os livros escolhidos para o projeto. Converse com eles sobre as poesias e como se deve declamar, cuidando da entonação e da altura da voz, para que o público compreenda e ouça com clareza o que for dito. Como tarefa de casa, oriente que peçam aos pais para recitar e registrar por escrito poemas e versinhos que apreciem. Use a caixa de papelão para guardar os textos poéticos fornecidos pelos pais, os livros e o CD.
4ª etapa
Leia a poesia Bola de Gude, do livro Poemas Desengonçados, chamando a atenção da turma para a entonação, dicção e altura da sua voz. Proponha que a recitem coletivamente. Repita o procedimento com outros poemas. Use a filmadora para gravar esses momentos.
5ª etapa
Exiba o vídeo para que as crianças possam analisar como estão se saindo e em que precisam melhorar. Ajude-as apontando o que estiver adequado também.
6ª etapa
É hora de selecionar o que será apresentado no sarau. Pergunte às crianças quais são os textos prediletos delas e decidam se as declamações serão feitas individualmente, em duplas, trios ou grupos maiores. Convide as famílias para o evento.
7ª etapa
Ensaie com a turma os poemas. Filme novamente e exponha as imagens para que todos possam se aperfeiçoar.
Produto final
Sarau infantil.
Avaliação
Observe e registre o avanço das crianças no que se refere à apropriação na forma de se expressar em situações de comunicação formal.
Livro de canções de Adoniran Barbosa
Este projeto didático propõe a criação de um livro em homenagem ao compositor paulista Adoniran Barbosa. Com ele, as crianças vão se aproximar da obra e da vida do compositor e aprender músicas clássicas da cultura popular brasileira. Além disso, terão um primeiro contato com os registros gráficos musicais.
Objetivos
- Pesquisar e conhecer a vida e obra de um importante artista da cultura brasileira e paulista - Adoniran Barbosa.
- Conhecer características, situações, fatos que inspiraram a obra do artista.
- Conhecer elementos da linguagem musical: aproximação à escrita musical (notas, partituras, símbolos).
- Desenvolver a escuta musical.
- Perceber elementos sonoros e musicais: timbres de instrumentos, ritmos, formas musicais.
- Elaborar um material de referência com registros do percurso de aprendizagem dos alunos.
Conteúdos
- Musicalização.
- História e Cultura.
Anos
Pré-escola.
Tempo estimado
02 meses.
Material necessário
Lápis, canetinha, tinta, papel e cartolina. Gravador de som - computador com microfone, softwarede gravação ou equipamento de som que seja possível gravar voz e sons do ambiente. Cds ou mídia com músicas de Adoniran Barbosa interpretadas por ele. Fotos, livros de história, vídeos: materiais de referência para pesquisa.
Produto final
Livro de canções de Adoniran Barbosa.
Flexibilização
Para alunos com deficiência auditiva
A música é um fenômeno físico, no qual é possível senti-la através das vibrações das ondas sonoras. Por exemplo, é possível perceber o ritmo do samba, a partir do padrão de vibração das frequências graves de um surdo (instrumento musical de percussão) ou até mesmo reconhecer a pulsação e andamento da canção através de sua marcação na sua música. Nas atividades de apreciação, ajude o aluno a sentir as vibrações da música.
Desenvolvimento
1ª etapa
Conte sobre o tema do projeto: o compositor Adoniran Barbosa. Apresente o artista e converse sobre alguns aspectos significativos da sua vida e obra para nossa cultura. Pergunte quais as músicas que eles conhecem e coloque algumas canções para que escutem. "Trem das Onze" e "Samba do Arnesto" são duas composições muito conhecidas que trazem marcas muito características da sua produção musical. Nelas é possível reconhecer o enredo sobre os bairros de São Paulo e a forma caricata da pronúncia dos imigrantes italianos da década de 30.
2ª etapa
Analise com o grupo algumas características que chamam a atenção nas canções de Adoniran: pronúncias, enredo, ritmos, timbres dos instrumentos, da voz, etc. É possível utilizar gravações de músicas que o compositor interpreta em parceria com outros artistas para comparar e conhecer timbres de vozes diferentes. Por exemplo: a gravação de "Torresmo à milanesa" cantada junto com Clementina de Jesus. O timbre vocal é bastante grave e/ou a delicadeza contrastante da voz de Elis Regina em "Tiro ao alvo".
3ª etapa
Nesse momento é importante contextualizar a época em que o artista viveu e concebeu sua obra, trazendo elementos que facilitem a compreensão dos alunos de como eram as coisas no passado. Você pode apresentar discos de vinil e uma vitrola, fotos de lugares da cidade no século passado comparando com imagens atuais, pesquisar como as pessoas se vestiam etc. Estabeleça relações dos fatos históricos com o desenvolvimento da carreira do artista. Adoniran Barbosa encontrou no rádio a maneira de expressar sua obra, pois esse era o principal veículo de comunicação da época. No enredo de suas canções são retratadas também situações do dia a dia do imigrante e do trabalhador.
4ª etapa
Esse é um momento muito rico do trabalho, pois é possível contar com a preciosa participação dos familiares no projeto. Pais e avós geralmente conhecem músicas de Adoniran Barbosa e muitos se identificam com algumas situações relatadas em suas composições. Sugira que enviem materiais sobre sua vida e as músicas que conhecem. Caso seja possível, receba a visita de um familiar na sala de aula. Se algum pai souber tocar um instrumento musical, peça que ele venha participar de uma aula para cantar com o grupo.
5ª etapa
Escolha algumas canções de Adoniran para ensinar ao grupo. Uma das músicas que as crianças costumam gostar muito é o "Samba do Arnesto", pois narra uma história divertida. Nela, é possível ouvir a pronúncia intencionalmente equivocada de algumas palavras e também tem um ritmo bem animado. Escute atentamente a canção incentivando as crianças a nomear e reconhecer os instrumentos tocados. Por exemplo: o cavaquinho, o pandeiro, o surdo etc. É importante dizer ao grupo que essa música tem o ritmo do samba e que, geralmente é tocado por esses instrumentos. Muitos alunos conhecem outras músicas e estilos de samba, o que pode enriquecer o aprendizado.
Numa roda de conversa, faça um exercício conjunto de compreensão sobre a letra da canção, estimulando a participação das crianças. Indague-os sobre o que entenderam do enredo. Por que o cantor fala errado algumas palavras? Lance um desafio para que cantem sozinhos sem ajuda do acompanhamento da música. Organize atividades corporais/gestuais com os temas abordados nas suas músicas. Por exemplo: com Trem das Onze é possível realizar uma brincadeira de "estátua" onde os alunos deverão formar uma fileira que será um "trem humano" e deverão se movimentar ao ritmo da música, ficando paralisados quando a música acaba. Esse tipo de brincadeira torna a experiência musical dinâmica. Todas essas atividades facilitam também a memorização das letras e melodias das canções.
6ª etapa
Todas as etapas deverão ser documentadas para que ao final sua turma possa criar um livro com os materiais registrados por eles. Além de documentar o processo de aprendizagem, os registros ajudam o aluno a compartilhar e refletir sobre suas produções e conhecimentos. Veja alguns tipos possíveis de registro:
- Registros gráficos musicais: As crianças podem criar imagens, símbolos hipotéticos para representar a notação de um som, um ritmo ou ate´ uma música completa (exemplo de registro das crianças)
- Desenho do enredo das canções: Ilustrar o tema das canções ou situações da sua vida. Por exemplo: a estação ferroviária do Jaçanã~, o trem e os passageiros.
- Escrita coletiva da biografia do artista: Com você como escriba, peça que elaborem coletivamente um texto sobre as informações pesquisadas da vida e obra de Adoniran.
- Registros sonoros: gravação das músicas, programa de rádio com vinhetas e sonorizações.
7ª etapa
Para elaboração e diagramação do Livro de Canções, organize todos os materiais gráficos e de áudio registrados durante o processo de realização do projeto. Você pode criar um livro coletivo acompanhado de um CD com músicas, textos e ilustrações produzidas e interpretadas pelas crianças.
No livro, você pode estabelecer diferentes seções, para organizar as informações:
a) Partituras musicais: desenhos e notações referentes às músicas e sons. Você também poderá colocar algumas partituras com a escrita musical usual como aproximação e referência dos símbolos utilizados na linguagem musical.
b) Letras das músicas com ilustrações: desenhos dos alunos sobre os temas cantados em suas canções.
c) Biografia do artista: textos e ilustrações produzidos pelo grupo sobre sua vida
d) Índice do CD: numeração e conteúdos das faixas, juntamente com os créditos dos alunos e grupos que interpretaram as músicas e locuções.
e) Créditos finais: seção onde deverá ser mencionado as fontes de consulta de pesquisa, das imagens, dos livros, das partituras, das músicas, do CDs utilizados para que o leitor possa também fazer sua consulta pessoal aos materiais originais.
8ª etapa
Lançamento do livro e do CD. Organize uma seção de cantoria para a comunidade escolar (pais, crianças, professores e funcionários) para compartilhar o trabalho.
Avaliação
A avaliação do projeto poderá ser pautada por:
- Participação e envolvimento da criança no trabalho.
- Observação dos registros realizados:
Hipóteses que criaram para desenhar os sons e as músicas
Desenhos dos enredos das canções, situações de sua vida e da cidade
- Apropriação das músicas e da história de Adoniran:
Cantam as músicas?
Comentam sobre timbres, instrumentos musicais e ritmo?
Relatam diferentes momentos de sua história e da cidade de SP?
- Conversas sobre o trabalho com as crianças.
Objetivos
- Pesquisar e conhecer a vida e obra de um importante artista da cultura brasileira e paulista - Adoniran Barbosa.
- Conhecer características, situações, fatos que inspiraram a obra do artista.
- Conhecer elementos da linguagem musical: aproximação à escrita musical (notas, partituras, símbolos).
- Desenvolver a escuta musical.
- Perceber elementos sonoros e musicais: timbres de instrumentos, ritmos, formas musicais.
- Elaborar um material de referência com registros do percurso de aprendizagem dos alunos.
Conteúdos
- Musicalização.
- História e Cultura.
Anos
Pré-escola.
Tempo estimado
02 meses.
Material necessário
Lápis, canetinha, tinta, papel e cartolina. Gravador de som - computador com microfone, softwarede gravação ou equipamento de som que seja possível gravar voz e sons do ambiente. Cds ou mídia com músicas de Adoniran Barbosa interpretadas por ele. Fotos, livros de história, vídeos: materiais de referência para pesquisa.
Produto final
Livro de canções de Adoniran Barbosa.
Flexibilização
Para alunos com deficiência auditiva
A música é um fenômeno físico, no qual é possível senti-la através das vibrações das ondas sonoras. Por exemplo, é possível perceber o ritmo do samba, a partir do padrão de vibração das frequências graves de um surdo (instrumento musical de percussão) ou até mesmo reconhecer a pulsação e andamento da canção através de sua marcação na sua música. Nas atividades de apreciação, ajude o aluno a sentir as vibrações da música.
Desenvolvimento
1ª etapa
Conte sobre o tema do projeto: o compositor Adoniran Barbosa. Apresente o artista e converse sobre alguns aspectos significativos da sua vida e obra para nossa cultura. Pergunte quais as músicas que eles conhecem e coloque algumas canções para que escutem. "Trem das Onze" e "Samba do Arnesto" são duas composições muito conhecidas que trazem marcas muito características da sua produção musical. Nelas é possível reconhecer o enredo sobre os bairros de São Paulo e a forma caricata da pronúncia dos imigrantes italianos da década de 30.
2ª etapa
Analise com o grupo algumas características que chamam a atenção nas canções de Adoniran: pronúncias, enredo, ritmos, timbres dos instrumentos, da voz, etc. É possível utilizar gravações de músicas que o compositor interpreta em parceria com outros artistas para comparar e conhecer timbres de vozes diferentes. Por exemplo: a gravação de "Torresmo à milanesa" cantada junto com Clementina de Jesus. O timbre vocal é bastante grave e/ou a delicadeza contrastante da voz de Elis Regina em "Tiro ao alvo".
3ª etapa
Nesse momento é importante contextualizar a época em que o artista viveu e concebeu sua obra, trazendo elementos que facilitem a compreensão dos alunos de como eram as coisas no passado. Você pode apresentar discos de vinil e uma vitrola, fotos de lugares da cidade no século passado comparando com imagens atuais, pesquisar como as pessoas se vestiam etc. Estabeleça relações dos fatos históricos com o desenvolvimento da carreira do artista. Adoniran Barbosa encontrou no rádio a maneira de expressar sua obra, pois esse era o principal veículo de comunicação da época. No enredo de suas canções são retratadas também situações do dia a dia do imigrante e do trabalhador.
4ª etapa
Esse é um momento muito rico do trabalho, pois é possível contar com a preciosa participação dos familiares no projeto. Pais e avós geralmente conhecem músicas de Adoniran Barbosa e muitos se identificam com algumas situações relatadas em suas composições. Sugira que enviem materiais sobre sua vida e as músicas que conhecem. Caso seja possível, receba a visita de um familiar na sala de aula. Se algum pai souber tocar um instrumento musical, peça que ele venha participar de uma aula para cantar com o grupo.
5ª etapa
Escolha algumas canções de Adoniran para ensinar ao grupo. Uma das músicas que as crianças costumam gostar muito é o "Samba do Arnesto", pois narra uma história divertida. Nela, é possível ouvir a pronúncia intencionalmente equivocada de algumas palavras e também tem um ritmo bem animado. Escute atentamente a canção incentivando as crianças a nomear e reconhecer os instrumentos tocados. Por exemplo: o cavaquinho, o pandeiro, o surdo etc. É importante dizer ao grupo que essa música tem o ritmo do samba e que, geralmente é tocado por esses instrumentos. Muitos alunos conhecem outras músicas e estilos de samba, o que pode enriquecer o aprendizado.
Numa roda de conversa, faça um exercício conjunto de compreensão sobre a letra da canção, estimulando a participação das crianças. Indague-os sobre o que entenderam do enredo. Por que o cantor fala errado algumas palavras? Lance um desafio para que cantem sozinhos sem ajuda do acompanhamento da música. Organize atividades corporais/gestuais com os temas abordados nas suas músicas. Por exemplo: com Trem das Onze é possível realizar uma brincadeira de "estátua" onde os alunos deverão formar uma fileira que será um "trem humano" e deverão se movimentar ao ritmo da música, ficando paralisados quando a música acaba. Esse tipo de brincadeira torna a experiência musical dinâmica. Todas essas atividades facilitam também a memorização das letras e melodias das canções.
6ª etapa
Todas as etapas deverão ser documentadas para que ao final sua turma possa criar um livro com os materiais registrados por eles. Além de documentar o processo de aprendizagem, os registros ajudam o aluno a compartilhar e refletir sobre suas produções e conhecimentos. Veja alguns tipos possíveis de registro:
- Registros gráficos musicais: As crianças podem criar imagens, símbolos hipotéticos para representar a notação de um som, um ritmo ou ate´ uma música completa (exemplo de registro das crianças)
- Desenho do enredo das canções: Ilustrar o tema das canções ou situações da sua vida. Por exemplo: a estação ferroviária do Jaçanã~, o trem e os passageiros.
- Escrita coletiva da biografia do artista: Com você como escriba, peça que elaborem coletivamente um texto sobre as informações pesquisadas da vida e obra de Adoniran.
- Registros sonoros: gravação das músicas, programa de rádio com vinhetas e sonorizações.
7ª etapa
Para elaboração e diagramação do Livro de Canções, organize todos os materiais gráficos e de áudio registrados durante o processo de realização do projeto. Você pode criar um livro coletivo acompanhado de um CD com músicas, textos e ilustrações produzidas e interpretadas pelas crianças.
No livro, você pode estabelecer diferentes seções, para organizar as informações:
a) Partituras musicais: desenhos e notações referentes às músicas e sons. Você também poderá colocar algumas partituras com a escrita musical usual como aproximação e referência dos símbolos utilizados na linguagem musical.
b) Letras das músicas com ilustrações: desenhos dos alunos sobre os temas cantados em suas canções.
c) Biografia do artista: textos e ilustrações produzidos pelo grupo sobre sua vida
d) Índice do CD: numeração e conteúdos das faixas, juntamente com os créditos dos alunos e grupos que interpretaram as músicas e locuções.
e) Créditos finais: seção onde deverá ser mencionado as fontes de consulta de pesquisa, das imagens, dos livros, das partituras, das músicas, do CDs utilizados para que o leitor possa também fazer sua consulta pessoal aos materiais originais.
8ª etapa
Lançamento do livro e do CD. Organize uma seção de cantoria para a comunidade escolar (pais, crianças, professores e funcionários) para compartilhar o trabalho.
Avaliação
A avaliação do projeto poderá ser pautada por:
- Participação e envolvimento da criança no trabalho.
- Observação dos registros realizados:
Hipóteses que criaram para desenhar os sons e as músicas
Desenhos dos enredos das canções, situações de sua vida e da cidade
- Apropriação das músicas e da história de Adoniran:
Cantam as músicas?
Comentam sobre timbres, instrumentos musicais e ritmo?
Relatam diferentes momentos de sua história e da cidade de SP?
- Conversas sobre o trabalho com as crianças.
Água: uso consciente x desperdício pré-escola 4 a 5 anos
Ajude a turma a perceber o quanto a água é importante e como estamos desperdiçando este recurso indevidamente em casa ou na escola
Objetivos
- Levar a turma a compreender que a água é um recurso escasso no planeta e que o uso irresponsável desse recurso pode prejudicar a sobrevivência dos seres vivos.
Conteúdos
- Água: usos, economia e desperdício;
- Natureza e sociedade.
Tempo estimado
De três dias a uma semana
Anos
Pré-escola (4 e 5 anos)
Material necessário
Cartolina ou papel craft para a confecção de cartazes, copos plásticos pequenos, cola e recortes de jornais e revistas sobre economia e desperdício de água.
Introdução
É difícil encontrar uma criança que não goste de brincar com água, seja na piscina, no mar, no rio ou até no quintal de casa. Pode ser que algumas briguem para entrar no banho – mas só até elas perceberem que brincar dentro no chuveiro também pode ser uma delícia. Mas aí mora um grande problema: a água não é brinquedo e não pode ser desperdiçada. Cerca de 97% da água que existe no planeta é salgada. Do restante, 2% está congelada e somente 1% encontra-se disponível para nada menos que 7 bilhões de pessoas, população atual da Terra. O resultado desse cenário é que nem todo mundo tem acesso à água. Em regiões da África e do Oriente Médio, há quem não encontre água potável e tenha de recorrer à compra em locais distantes de onde moram.
Por conta da Bacia Amazônica e do Pantanal, o Brasil conta com grandes reservas de água doce. Esse fato costuma provocar, no inconsciente coletivo, uma falsa impressão de que o recurso é inesgotável. E o povo brasileiro acaba figurando entre os que mais gastam e desperdiçam água no mundo. Infelizmente, muita gente ainda lava as calçadas com mangueiras que não controlam a saída de água – conduta que, em algumas cidades, como São Paulo, é proibida e passível de multa. Isso, sem contar os banhos demorados: 15 minutos com o chuveiro elétrico ligado consomem, em média, 45 litros de água.
A escassez de água ao redor do planeta indica que a preservação do recurso deve ser praticada e disseminada em todos os países, independentemente da reserva que possuem. Os próximos 50 anos serão decisivos, pois as projeções apontam que, nesse prazo, metade da população mundial conviverá com a falta de água caso nenhuma providência seja tomada. Portanto, hoje, mais do que nunca, toda criança deve aprender, desde cedo, a importância da preservação desse recurso natural indispensável à vida. Nesta sequência de atividades, o consumo consciente será abordado com base na observação da quantidade de água usada em casa e na escola.
Desenvolvimento
1ª etapa
Esse é o momento de mostrar às crianças a importância do tema. Pode-se propor, de início, a seguinte questão: “quais atividades domésticas vocês conhecem que precisam de água?” – independentemente de ser tratada, filtrada ou mineral. Conforme as sugestões surgirem, anote-as em cartazes de papel craft ou reserve algumas revistas para que as crianças procurem imagens das ações e colem nos cartazes. Provavelmente a lista conterá itens como lavagem de roupa, de louça e de mãos, banho e escovação de dentes. Como o uso doméstico não varia muito (ao menos em áreas urbanas), conversar sobre essas atividades ajudará a turma a perceber que as famílias utilizam a água de modo semelhante. Caso surja alguma colocação sobre o preparo de alimentos, pergunte às crianças quanto de água elas acham que se usa com essa finalidade. Esse dado poderá ser retomado na terceira aula da sequência.
2ª etapa
Depois de refletir sobre o consumo de água em casa, é importante que as crianças pensem e conversem também sobre o uso do recurso na escola. Para isso, reserve um momento da aula para levar a turma até uma pia de uso comum. Lá, peça que cada um lave as mãos com apenas 200 ml de água, medida correspondente a um copo de plástico de tamanho pequeno. Oriente-os a não desperdiçar, pois não será permitido emprestar a água de um colega, caso alguém fique sem. Ao final da atividade, pergunte a eles como foi a experiência. É fácil lavar as mãos com essa quantidade de água? Deu para retirar a espuma do sabonete? As mãos ficaram realmente limpas? Depois que os alunos fizerem suas colocações, conte a eles que, em muitos locais do mundo (inclusive do Brasil), essa é a quantidade de água disponível para uma semana inteira – e não apenas para lavar as mãos, mas para todas as ações cotidianas.
3ª etapa
Convide as crianças a acompanhar a limpeza da escola e a produção de alimentos na cozinha para verificar a quantidade de água utilizada nessas ações (combine previamente com os funcionários de apoio o melhor momento para realizar a atividade). Em relação à limpeza, a quantificação do volume pode ser feita, por exemplo, a partir da contagem de baldes com água que foram usados – se possível, baldes cuja capacidade em litros seja conhecida. Já na cozinha, as crianças podem acompanhar o cozimento de alimentos como arroz e feijão e conhecer, com a ajuda da merendeira, a quantidade de água usada no processo. Ao voltar para a sala de aula, pergunte à turma se foram encontradas situações em que a água parecia ser desperdiçada. Se sim, quais foram essas situações? Questione ainda se as crianças viram algum exemplo de economia e de bom uso do recurso. A partir disso, você pode propor dois tipos de atividade:
- Pedir que a turma faça dois desenhos, um deles representando o desperdício e o outro mostrando como podemos economizar água.
- Distribuir imagens de jornais e revistas que mostrem desperdício e economia de água (as imagens devem estar misturadas) e pedir que as crianças separem o material em dois grupos, de acordo com o bom e o mau uso do recurso. Ao final da seleção, a turma pode colar as imagens em cartolinas separadas.
Avaliação
Verifique se a turma compreendeu que certas atividades humanas provocam o desperdício da água e que essa perda deve ser evitada. Você pode fazer essa verificação observando as falas de cada criança ao longo das conversas sobre o tema, analisando o material produzido na última aula e até mesmo acompanhando possíveis mudanças no comportamento dos pequenos em relação ao consumo de água, como fechar a torneira ao escovar os dentes, não deixar a água correr à toa ao lavar as mãos e corrigir uns aos outros caso presenciem algum tipo de desperdício.
Objetivos
- Levar a turma a compreender que a água é um recurso escasso no planeta e que o uso irresponsável desse recurso pode prejudicar a sobrevivência dos seres vivos.
Conteúdos
- Água: usos, economia e desperdício;
- Natureza e sociedade.
Tempo estimado
De três dias a uma semana
Anos
Pré-escola (4 e 5 anos)
Material necessário
Cartolina ou papel craft para a confecção de cartazes, copos plásticos pequenos, cola e recortes de jornais e revistas sobre economia e desperdício de água.
Introdução
É difícil encontrar uma criança que não goste de brincar com água, seja na piscina, no mar, no rio ou até no quintal de casa. Pode ser que algumas briguem para entrar no banho – mas só até elas perceberem que brincar dentro no chuveiro também pode ser uma delícia. Mas aí mora um grande problema: a água não é brinquedo e não pode ser desperdiçada. Cerca de 97% da água que existe no planeta é salgada. Do restante, 2% está congelada e somente 1% encontra-se disponível para nada menos que 7 bilhões de pessoas, população atual da Terra. O resultado desse cenário é que nem todo mundo tem acesso à água. Em regiões da África e do Oriente Médio, há quem não encontre água potável e tenha de recorrer à compra em locais distantes de onde moram.
Por conta da Bacia Amazônica e do Pantanal, o Brasil conta com grandes reservas de água doce. Esse fato costuma provocar, no inconsciente coletivo, uma falsa impressão de que o recurso é inesgotável. E o povo brasileiro acaba figurando entre os que mais gastam e desperdiçam água no mundo. Infelizmente, muita gente ainda lava as calçadas com mangueiras que não controlam a saída de água – conduta que, em algumas cidades, como São Paulo, é proibida e passível de multa. Isso, sem contar os banhos demorados: 15 minutos com o chuveiro elétrico ligado consomem, em média, 45 litros de água.
A escassez de água ao redor do planeta indica que a preservação do recurso deve ser praticada e disseminada em todos os países, independentemente da reserva que possuem. Os próximos 50 anos serão decisivos, pois as projeções apontam que, nesse prazo, metade da população mundial conviverá com a falta de água caso nenhuma providência seja tomada. Portanto, hoje, mais do que nunca, toda criança deve aprender, desde cedo, a importância da preservação desse recurso natural indispensável à vida. Nesta sequência de atividades, o consumo consciente será abordado com base na observação da quantidade de água usada em casa e na escola.
Desenvolvimento
1ª etapa
Esse é o momento de mostrar às crianças a importância do tema. Pode-se propor, de início, a seguinte questão: “quais atividades domésticas vocês conhecem que precisam de água?” – independentemente de ser tratada, filtrada ou mineral. Conforme as sugestões surgirem, anote-as em cartazes de papel craft ou reserve algumas revistas para que as crianças procurem imagens das ações e colem nos cartazes. Provavelmente a lista conterá itens como lavagem de roupa, de louça e de mãos, banho e escovação de dentes. Como o uso doméstico não varia muito (ao menos em áreas urbanas), conversar sobre essas atividades ajudará a turma a perceber que as famílias utilizam a água de modo semelhante. Caso surja alguma colocação sobre o preparo de alimentos, pergunte às crianças quanto de água elas acham que se usa com essa finalidade. Esse dado poderá ser retomado na terceira aula da sequência.
2ª etapa
Depois de refletir sobre o consumo de água em casa, é importante que as crianças pensem e conversem também sobre o uso do recurso na escola. Para isso, reserve um momento da aula para levar a turma até uma pia de uso comum. Lá, peça que cada um lave as mãos com apenas 200 ml de água, medida correspondente a um copo de plástico de tamanho pequeno. Oriente-os a não desperdiçar, pois não será permitido emprestar a água de um colega, caso alguém fique sem. Ao final da atividade, pergunte a eles como foi a experiência. É fácil lavar as mãos com essa quantidade de água? Deu para retirar a espuma do sabonete? As mãos ficaram realmente limpas? Depois que os alunos fizerem suas colocações, conte a eles que, em muitos locais do mundo (inclusive do Brasil), essa é a quantidade de água disponível para uma semana inteira – e não apenas para lavar as mãos, mas para todas as ações cotidianas.
3ª etapa
Convide as crianças a acompanhar a limpeza da escola e a produção de alimentos na cozinha para verificar a quantidade de água utilizada nessas ações (combine previamente com os funcionários de apoio o melhor momento para realizar a atividade). Em relação à limpeza, a quantificação do volume pode ser feita, por exemplo, a partir da contagem de baldes com água que foram usados – se possível, baldes cuja capacidade em litros seja conhecida. Já na cozinha, as crianças podem acompanhar o cozimento de alimentos como arroz e feijão e conhecer, com a ajuda da merendeira, a quantidade de água usada no processo. Ao voltar para a sala de aula, pergunte à turma se foram encontradas situações em que a água parecia ser desperdiçada. Se sim, quais foram essas situações? Questione ainda se as crianças viram algum exemplo de economia e de bom uso do recurso. A partir disso, você pode propor dois tipos de atividade:
- Pedir que a turma faça dois desenhos, um deles representando o desperdício e o outro mostrando como podemos economizar água.
- Distribuir imagens de jornais e revistas que mostrem desperdício e economia de água (as imagens devem estar misturadas) e pedir que as crianças separem o material em dois grupos, de acordo com o bom e o mau uso do recurso. Ao final da seleção, a turma pode colar as imagens em cartolinas separadas.
Avaliação
Verifique se a turma compreendeu que certas atividades humanas provocam o desperdício da água e que essa perda deve ser evitada. Você pode fazer essa verificação observando as falas de cada criança ao longo das conversas sobre o tema, analisando o material produzido na última aula e até mesmo acompanhando possíveis mudanças no comportamento dos pequenos em relação ao consumo de água, como fechar a torneira ao escovar os dentes, não deixar a água correr à toa ao lavar as mãos e corrigir uns aos outros caso presenciem algum tipo de desperdício.
Processo de acolhimento de bebês
Objetivos
- Construir um ambiente de acolhimento e segurança para os bebês e suas famílias.
- Estabelecer diálogos com eles e ressignificar os gestos, as ações e os sentimentos por meio da linguagem.
Conteúdos
- Inclusão das famílias no processo de adaptação.
- Respeito às singularidades de cada criança.
Idade
Até 2 anos.
Tempo estimado
Duas semanas.
Material necessário
Objetos de apego dos bebês e para os cantos de atividades diversificadas, uma foto de cada criança e livros de literatura infantil.
Flexibilização
Bebês com deficiência intelectual costumam apresentar um desenvolvimento mais lento que os demais. No entanto, no caso de deficiências menos severas, essas diferenças podem ser pouco notadas nos primeiros anos de vida. O bebê é capaz de desenvolver sua mobilidade (mesmo que tenha algumas limitações motoras) e também a capacidade de comunicação, embora costume apresentar dificuldades de equilíbrio e de orientação espacial. Certifique-se das limitações desta criança, respeite o ritmo de cada bebê e conte muito com a ajuda dos pais ou responsáveis para adequar os procedimentos nas situações de cuidado e de aprendizagem. Repetir atividades e oferecer objetos que façam parte do dia a dia do bebê são ações fundamentais que ajudam a criança nesse processo de acolhimento. Organizar um caderno de registros, com as evoluções e dificuldades de cada bebê em diferentes situações de aprendizagem também contribui para diagnosticar eventuais dificuldades da criança.
Desenvolvimento
1ª etapa
Leia a anamnese dos bebês ou entreviste seus familiares. Converse com eles sobre a possibilidade de uma pessoa próxima à criança acompanhar o período de adaptação e participar de situações da rotina para compartilhar formas de cuidados com o educador. Não é preciso que os pais estejam presentes. Outros responsáveis, como avós, tios e irmãos mais velhos, podem participar dos primeiros dias.
2ª etapa
No primeiro dia, acompanhe os responsáveis nas situações de cuidado, como banho, alimentação e sono, e observe procedimentos e formas de interação (a entrega do objeto de apego no momento de sono, como foi interpretado o choro etc.). Monte alguns cantos (por exemplo, com jogos de encaixe) e se aproxime dos pequenos. Depois, faça uma roda com eles e as pessoas de sua referência para despedida e transforme os gestos e as ações observados em palavras. Converse sobre as brincadeiras, os interesses e o que foi possível aprender sobre eles: João gosta de bola, Marina tem um paninho etc. Fale que novas brincadeiras serão feitas no dia seguinte. No segundo dia, organize outros cantos, com bacias com água, bonecas e livros, por exemplo. Circule e participe das situações. Oriente as pessoas que acompanham o processo a ficar no campo de visão do bebê, mas que procurem desta vez não interagir o tempo todo. No momento de trocar a fralda, a referência familiar pode ficar ao lado do educador, enquanto ele realiza o procedimento explicando à criança o que foi que aprendeu sobre ela ("Eu já sei que você adora segurar seu urso ao ser trocado. Pegue aqui").
3ª etapa
No terceiro dia, brinque e abra espaço para a expressão de sentimentos e gestos. Procure dar sentido às ações com base nas experiências que os envolvem ("Seu bebê está com fome, José. Vamos preparar uma sopa?). As pessoas que acompanham os bebês podem se afastar do campo de visão deles. A saída deve ser comunicada às crianças. No quarto dia, mostre cantos variados. À medida que demonstrarem segurança, faça as despedidas das pessoas que os acompanham. Anuncie onde estarão (quem ainda fica na creche, quem vai tomar um café ou quem vai embora). Brinque e acolha os possíveis choros, pegando no colo, oferecendo brinquedos etc. Leia uma história.
4ª etapa
No quinto dia, componha o ambiente com os três cantos que mais atraíram no decorrer da semana. Selecione fotos dos pequenos para a composição de um painel. Nesse dia, apresente cada um, diga o nome, do que já brincou, se é sapeca, brincalhão etc. Quando os responsáveis vierem buscá-los, compartilhe esse painel na presença dos bebês e crie um contexto de conversa que demonstre o pertencimento deles à creche ("Agora esta sala é da Estela também. Olha onde fica sua foto."). Na segunda semana, planeje os cantos com base nos interesses das crianças e no que julga pertinente para ampliar as experiências delas com o mundo -- a repetição de propostas é importante.
Avaliação
Observe o comportamento dos bebês. Se possível, empreste um brinquedo às mais resistentes, diga para cuidarem bem e trazerem de volta à escola.
- Construir um ambiente de acolhimento e segurança para os bebês e suas famílias.
- Estabelecer diálogos com eles e ressignificar os gestos, as ações e os sentimentos por meio da linguagem.
Conteúdos
- Inclusão das famílias no processo de adaptação.
- Respeito às singularidades de cada criança.
Idade
Até 2 anos.
Tempo estimado
Duas semanas.
Material necessário
Objetos de apego dos bebês e para os cantos de atividades diversificadas, uma foto de cada criança e livros de literatura infantil.
Flexibilização
Bebês com deficiência intelectual costumam apresentar um desenvolvimento mais lento que os demais. No entanto, no caso de deficiências menos severas, essas diferenças podem ser pouco notadas nos primeiros anos de vida. O bebê é capaz de desenvolver sua mobilidade (mesmo que tenha algumas limitações motoras) e também a capacidade de comunicação, embora costume apresentar dificuldades de equilíbrio e de orientação espacial. Certifique-se das limitações desta criança, respeite o ritmo de cada bebê e conte muito com a ajuda dos pais ou responsáveis para adequar os procedimentos nas situações de cuidado e de aprendizagem. Repetir atividades e oferecer objetos que façam parte do dia a dia do bebê são ações fundamentais que ajudam a criança nesse processo de acolhimento. Organizar um caderno de registros, com as evoluções e dificuldades de cada bebê em diferentes situações de aprendizagem também contribui para diagnosticar eventuais dificuldades da criança.
Desenvolvimento
1ª etapa
Leia a anamnese dos bebês ou entreviste seus familiares. Converse com eles sobre a possibilidade de uma pessoa próxima à criança acompanhar o período de adaptação e participar de situações da rotina para compartilhar formas de cuidados com o educador. Não é preciso que os pais estejam presentes. Outros responsáveis, como avós, tios e irmãos mais velhos, podem participar dos primeiros dias.
2ª etapa
No primeiro dia, acompanhe os responsáveis nas situações de cuidado, como banho, alimentação e sono, e observe procedimentos e formas de interação (a entrega do objeto de apego no momento de sono, como foi interpretado o choro etc.). Monte alguns cantos (por exemplo, com jogos de encaixe) e se aproxime dos pequenos. Depois, faça uma roda com eles e as pessoas de sua referência para despedida e transforme os gestos e as ações observados em palavras. Converse sobre as brincadeiras, os interesses e o que foi possível aprender sobre eles: João gosta de bola, Marina tem um paninho etc. Fale que novas brincadeiras serão feitas no dia seguinte. No segundo dia, organize outros cantos, com bacias com água, bonecas e livros, por exemplo. Circule e participe das situações. Oriente as pessoas que acompanham o processo a ficar no campo de visão do bebê, mas que procurem desta vez não interagir o tempo todo. No momento de trocar a fralda, a referência familiar pode ficar ao lado do educador, enquanto ele realiza o procedimento explicando à criança o que foi que aprendeu sobre ela ("Eu já sei que você adora segurar seu urso ao ser trocado. Pegue aqui").
3ª etapa
No terceiro dia, brinque e abra espaço para a expressão de sentimentos e gestos. Procure dar sentido às ações com base nas experiências que os envolvem ("Seu bebê está com fome, José. Vamos preparar uma sopa?). As pessoas que acompanham os bebês podem se afastar do campo de visão deles. A saída deve ser comunicada às crianças. No quarto dia, mostre cantos variados. À medida que demonstrarem segurança, faça as despedidas das pessoas que os acompanham. Anuncie onde estarão (quem ainda fica na creche, quem vai tomar um café ou quem vai embora). Brinque e acolha os possíveis choros, pegando no colo, oferecendo brinquedos etc. Leia uma história.
4ª etapa
No quinto dia, componha o ambiente com os três cantos que mais atraíram no decorrer da semana. Selecione fotos dos pequenos para a composição de um painel. Nesse dia, apresente cada um, diga o nome, do que já brincou, se é sapeca, brincalhão etc. Quando os responsáveis vierem buscá-los, compartilhe esse painel na presença dos bebês e crie um contexto de conversa que demonstre o pertencimento deles à creche ("Agora esta sala é da Estela também. Olha onde fica sua foto."). Na segunda semana, planeje os cantos com base nos interesses das crianças e no que julga pertinente para ampliar as experiências delas com o mundo -- a repetição de propostas é importante.
Avaliação
Observe o comportamento dos bebês. Se possível, empreste um brinquedo às mais resistentes, diga para cuidarem bem e trazerem de volta à escola.
Desafios corporais para bebês
Como incluir na rotina da creche situações em que os pequenos sejam estimulados a desenvolver novos movimentos e a aprender mais sobre o próprio corpo
Introdução
O que significa ser inteligente? Muitas pessoas consideram Albert Einstein uma pessoa inteligentíssima. Mas é provável que, durante a cobrança de um pênalti, ele não fosse capaz de acertar o gol. Diante dessa afirmação, alguém poderá dizer que não é necessário ter a mesma inteligência de Einstein para bater uma falta no futebol - e essa pessoa estará certa. Não existe apenas um tipo de inteligência: aquela que é desenvolvida para cálculos matemáticos complexos é diferente da que se requer nos esportes. A Psicopedagogia moderna reconhece que tanto Einstein quanto Zico, por exemplo, foram pessoas inteligentes, cada qual em sua área de atuação.
Em entrevista à revista Superinteressante, o psicólogo Howard Gardner, da Universidade de Harvard, explicou que existem ao menos oito tipos de inteligência. O importante é que elas sejam corretamente estimuladas durante a infância. Ou seja, desenvolver o raciocínio lógico, manipular objetos, saltar, escrever palavras, entre outras habilidades, requer estímulo para o desenvolvimento integral da criança.
O desafio colocado na Educação moderna é justamente como instigar esses diferentes tipos de inteligência. É certo que cada criança terá habilidades mais apuradas em determinadas áreas do que em outras, mas é preciso oferecer contato com possibilidades variadas. Houve um tempo em que, se um aluno não soubesse solucionar expressões algébricas complexas, logo recebia o rótulo de não ser lá muito inteligente. E aquele que gostasse de escrever poesias podia ser considerado menos capaz do que colegas muito bons em Ciências ou Matemática.
A verdade é que, para elaborar um texto coeso, bem estruturado e que faça sentido ao leitor, é preciso dedicação e inteligência. Escrever poemas não é para qualquer um. Da mesma forma, arremessar uma bola na cesta de basquete, lançar um saque no vôlei ou fazer a rede balançar no futebol são ações que exigem habilidade e, novamente, inteligência! Quanto mais cedo essa inteligência corporal for desenvolvida, tanto melhor para o desempenho da criança. Já existem, inclusive, estudos que comprovam a influência das atividades físicas no desenvolvimento escolar global da garotada.
De acordo com tais pesquisas, o comportamento exigido na prática esportiva é o mesmo necessário ao aprendizado. Em reportagem da revista SAÚDE, Ricardo Barros, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e coordenador de estudos de Medicina Esportiva, cita a ginástica rítmica como exemplo: "É preciso concentração, habilidade de postura, coordenação e equilíbrio para aprender movimentos como estrela ou cambalhota. Repare que são todos requisitos também atrelados à aprendizagem".
Depois que aprendem a andar, os pequenos precisam ser instigados a correr, pular, saltar - tudo sob a orientação cuidadosa do educador. A proposta desta atividade permanente é mostrar como montar circuitos variados, dentro e fora da sala de atividades, para trabalhar desafios corporais com os bebês. De quebra, esse aprendizado contribuirá para desenvolver um estilo de vida ativo, que também será essencial pelo resto da vida
Objetivos
- Inserir atividades físicas regulares na rotina das crianças.
- Desenvolver habilidades corporais variadas.
Material necessário
Bolas, cordas, escorregador, colchonetes e imagens de animais.
Desenvolvimento
Na maioria das vezes, as crianças são muito ativas e estão sempre se movimentando. Contudo, é importante que a Educação Física seja feita de modo sistemático durante, por exemplo, dois períodos de 30 minutos, um de manhã e outro pela tarde. É certo que qualquer atividade física proporciona benefícios, mas a organização ajuda a criança a perceber a importância desses momentos.
Outro fator importante é a presença do adulto. Ainda que simples, certas atividades podem paralisar uma criança que sinta medo ou dificuldade em realizá-las - e o educador ajuda tanto a evitar acidentes quanto a dar mais confiança aos pequenos. Além disso, o adulto deve ficar atento às etapas do desenvolvimento das crianças: se as propostas forem fáceis demais, não estimulam os pequenos a contento e, se forem muito difíceis, não despertam o interesse em superar limites. Portanto, as atividades até podem ser as mesmas para as diferentes faixas etárias da creche, mas pequenas variações em seu planejamento e execução são muito bem-vindas.
Atividade 1
Uma proposta interessante é enfileirar bolas e auxiliar as crianças a passar os pés por cima delas - primeiro o direito, depois do esquerdo e assim por diante. Em seguida, as cordas podem servir como outro obstáculo a ser ultrapassado, por cima ou por baixo, de acordo com a regulagem de altura. Exercícios como esses exigem concentração, estratégia, preparo e, ao mesmo tempo, são estímulos divertidos.
Atividade 2
No pátio, o escorregador costuma ser usado como um brinquedo para descida. Estimular a subida por onde se escorrega também pode ser interessante. Para isso, segure na mão esquerda de cada criança e ajude-as, uma a uma, a subir. Depois, repita a proposta segurando na mão direita de cada criança. Com essa atividade, é possível perceber com qual das mãos os pequenos têm mais habilidade e força e, a partir daí, trabalhar novos estímulos à outra mão.
Atividade 3
Propostas que envolvem cooperação são ferramentas importantes para o desenvolvimento físico e intelectual das crianças. Ficar em fila, passar uma bola embaixo das pernas e entregá-la nas mãos do próximo colega envolve não apenas estímulos corporais como também noções de respeito e trabalho em equipe.
Atividade 4
Aproveite que as crianças costumam gostar muito de imitar animais e mostre imagens de bichos cujos movimentos elas possam copiar. Por exemplo, minhocas e cobras rastejam, sapos e cangurus pulam, cavalos e guepardos correm. Até o caminhar dos gorilas e chimpanzés pode ser interessante reproduzir: o corpo desses animais acompanha o andar, o que ajuda as crianças a desenvolver noções de lateralidade.
Atividade 5
Bolas variadas (de tênis de mesa, tênis de quadra, futebol de salão, handebol, vôlei, basquete, entre outras) são ótimas para organizar uma competição de arremesso, sempre com os dois braços para essa faixa etária. O tamanho e o peso de cada bola estimulam os músculos do tronco e dos membros superiores. Nesse sentido, confeccionar bolas de meia pode incrementar ainda mais o trabalho.
Avaliação
Faça anotações sobre o desempenho dos pequenos sempre que possível, não para compará-los, mas para aumentar gradativamente a dificuldade das atividades em que eles se saem melhor. Se alguma criança não conseguir realizar determinada proposta, procure auxiliá-la, dentro das possibilidades dela, até que consiga superar seus limites. Vale ainda orientar os pais a fazer algumas dessas propostas em casa, a fim de também contribuírem para a melhoria do desenvolvimento corporal dos filhos.
Introdução
O que significa ser inteligente? Muitas pessoas consideram Albert Einstein uma pessoa inteligentíssima. Mas é provável que, durante a cobrança de um pênalti, ele não fosse capaz de acertar o gol. Diante dessa afirmação, alguém poderá dizer que não é necessário ter a mesma inteligência de Einstein para bater uma falta no futebol - e essa pessoa estará certa. Não existe apenas um tipo de inteligência: aquela que é desenvolvida para cálculos matemáticos complexos é diferente da que se requer nos esportes. A Psicopedagogia moderna reconhece que tanto Einstein quanto Zico, por exemplo, foram pessoas inteligentes, cada qual em sua área de atuação.
Em entrevista à revista Superinteressante, o psicólogo Howard Gardner, da Universidade de Harvard, explicou que existem ao menos oito tipos de inteligência. O importante é que elas sejam corretamente estimuladas durante a infância. Ou seja, desenvolver o raciocínio lógico, manipular objetos, saltar, escrever palavras, entre outras habilidades, requer estímulo para o desenvolvimento integral da criança.
O desafio colocado na Educação moderna é justamente como instigar esses diferentes tipos de inteligência. É certo que cada criança terá habilidades mais apuradas em determinadas áreas do que em outras, mas é preciso oferecer contato com possibilidades variadas. Houve um tempo em que, se um aluno não soubesse solucionar expressões algébricas complexas, logo recebia o rótulo de não ser lá muito inteligente. E aquele que gostasse de escrever poesias podia ser considerado menos capaz do que colegas muito bons em Ciências ou Matemática.
A verdade é que, para elaborar um texto coeso, bem estruturado e que faça sentido ao leitor, é preciso dedicação e inteligência. Escrever poemas não é para qualquer um. Da mesma forma, arremessar uma bola na cesta de basquete, lançar um saque no vôlei ou fazer a rede balançar no futebol são ações que exigem habilidade e, novamente, inteligência! Quanto mais cedo essa inteligência corporal for desenvolvida, tanto melhor para o desempenho da criança. Já existem, inclusive, estudos que comprovam a influência das atividades físicas no desenvolvimento escolar global da garotada.
De acordo com tais pesquisas, o comportamento exigido na prática esportiva é o mesmo necessário ao aprendizado. Em reportagem da revista SAÚDE, Ricardo Barros, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e coordenador de estudos de Medicina Esportiva, cita a ginástica rítmica como exemplo: "É preciso concentração, habilidade de postura, coordenação e equilíbrio para aprender movimentos como estrela ou cambalhota. Repare que são todos requisitos também atrelados à aprendizagem".
Depois que aprendem a andar, os pequenos precisam ser instigados a correr, pular, saltar - tudo sob a orientação cuidadosa do educador. A proposta desta atividade permanente é mostrar como montar circuitos variados, dentro e fora da sala de atividades, para trabalhar desafios corporais com os bebês. De quebra, esse aprendizado contribuirá para desenvolver um estilo de vida ativo, que também será essencial pelo resto da vida
Objetivos
- Inserir atividades físicas regulares na rotina das crianças.
- Desenvolver habilidades corporais variadas.
Material necessário
Bolas, cordas, escorregador, colchonetes e imagens de animais.
Desenvolvimento
Na maioria das vezes, as crianças são muito ativas e estão sempre se movimentando. Contudo, é importante que a Educação Física seja feita de modo sistemático durante, por exemplo, dois períodos de 30 minutos, um de manhã e outro pela tarde. É certo que qualquer atividade física proporciona benefícios, mas a organização ajuda a criança a perceber a importância desses momentos.
Outro fator importante é a presença do adulto. Ainda que simples, certas atividades podem paralisar uma criança que sinta medo ou dificuldade em realizá-las - e o educador ajuda tanto a evitar acidentes quanto a dar mais confiança aos pequenos. Além disso, o adulto deve ficar atento às etapas do desenvolvimento das crianças: se as propostas forem fáceis demais, não estimulam os pequenos a contento e, se forem muito difíceis, não despertam o interesse em superar limites. Portanto, as atividades até podem ser as mesmas para as diferentes faixas etárias da creche, mas pequenas variações em seu planejamento e execução são muito bem-vindas.
Atividade 1
Uma proposta interessante é enfileirar bolas e auxiliar as crianças a passar os pés por cima delas - primeiro o direito, depois do esquerdo e assim por diante. Em seguida, as cordas podem servir como outro obstáculo a ser ultrapassado, por cima ou por baixo, de acordo com a regulagem de altura. Exercícios como esses exigem concentração, estratégia, preparo e, ao mesmo tempo, são estímulos divertidos.
Atividade 2
No pátio, o escorregador costuma ser usado como um brinquedo para descida. Estimular a subida por onde se escorrega também pode ser interessante. Para isso, segure na mão esquerda de cada criança e ajude-as, uma a uma, a subir. Depois, repita a proposta segurando na mão direita de cada criança. Com essa atividade, é possível perceber com qual das mãos os pequenos têm mais habilidade e força e, a partir daí, trabalhar novos estímulos à outra mão.
Atividade 3
Propostas que envolvem cooperação são ferramentas importantes para o desenvolvimento físico e intelectual das crianças. Ficar em fila, passar uma bola embaixo das pernas e entregá-la nas mãos do próximo colega envolve não apenas estímulos corporais como também noções de respeito e trabalho em equipe.
Atividade 4
Aproveite que as crianças costumam gostar muito de imitar animais e mostre imagens de bichos cujos movimentos elas possam copiar. Por exemplo, minhocas e cobras rastejam, sapos e cangurus pulam, cavalos e guepardos correm. Até o caminhar dos gorilas e chimpanzés pode ser interessante reproduzir: o corpo desses animais acompanha o andar, o que ajuda as crianças a desenvolver noções de lateralidade.
Atividade 5
Bolas variadas (de tênis de mesa, tênis de quadra, futebol de salão, handebol, vôlei, basquete, entre outras) são ótimas para organizar uma competição de arremesso, sempre com os dois braços para essa faixa etária. O tamanho e o peso de cada bola estimulam os músculos do tronco e dos membros superiores. Nesse sentido, confeccionar bolas de meia pode incrementar ainda mais o trabalho.
Avaliação
Faça anotações sobre o desempenho dos pequenos sempre que possível, não para compará-los, mas para aumentar gradativamente a dificuldade das atividades em que eles se saem melhor. Se alguma criança não conseguir realizar determinada proposta, procure auxiliá-la, dentro das possibilidades dela, até que consiga superar seus limites. Vale ainda orientar os pais a fazer algumas dessas propostas em casa, a fim de também contribuírem para a melhoria do desenvolvimento corporal dos filhos.
Atividade com alimentos:
Objetivos
Desenvolvimento
Alimentação correta, atividades físicas regulares, doses hormonais e os genes são os principais influentes para o crescimento. Ao contrário da herança genética, que é imutável, comer corretamente é um hábito que pode ser estimulado pela escola já na Educação Infantil.
Para crescer com saúde o corpo precisa de doses altas de alimentos energéticos, como carboidratos, e construtores, como proteínas. É necessário consumir também os reguladores (frutas, legumes e verduras), que auxiliam as atividades celulares e regulam todo o metabolismo fisiológico. Tenha isso em mente na hora de apresentar comidas às crianças. Experimente as texturas, as formas, o cheiro e o paladar de frutas e verduras e oriente os pequenos a conhecerem estes alimentos. Claro que o professor não pode deixar de reconhecer que as frituras têm gosto agradável ao paladar - e as crianças sabem disso. Mas é preciso saber, desde cedo, os riscos que as pessoas correm ao abusarem desse tipo de alimentação. Portanto, conscientize os alunos para a necessidade de todos os nutrientes na alimentação diária.
A seguir, vamos apresentar algumas estratégias válidas para incentivar as crianças a comerem de maneira saudável. Os responsáveis pela alimentação das creches podem variar essas atividades conforme a necessidade e disponibilidade e não precisam seguir exatamente a sequência apresentada. Vale lembrar que fatores externos, como as estações do ano, também influenciam já que boa parte das frutas não estão disponíveis o ano todo.
Atividade 1
Leve os alunos ao supermercado. Na primeira visita, eles vão querer ficar na área de brinquedos ou ver os alimentos "mais gostosos", como doces e biscoitos industrializados. Mas é importante insistir. Leve as crianças primeiro ao setor de frutas, verduras e vegetais crus. Muitos não conhecem estes alimentos como realmente são, só na forma de geleias e patês ou na fotografia da caixinha de suco. No supermercado elas poderão ver a fruta, tocar e sentir seu cheiro. Explorar as sensações contribui para aumentar o interesse e a curiosidade por estes alimentos, mostrando que são mais atrativos do que as crianças imaginam.
Atividade 2
Levar as crianças para uma volta na feira também é interessante, mas tome muito cuidado por causa do movimento da rua e do trânsito. Se não for possível visitar uma feira livre, leve a turma em um sacolão ou traga algumas frutas e verduras para a sala. O mais importante é garantir que os pequenos tenham contato com a comida: peguem, sintam o cheiro, vejam como é a forma, a textura, se tem casca ou não e que observem a multiplicidade de cores dos alimentos naturais.
Atividade 3
Procure associar o cheiro ao paladar das frutas. Peça que as crianças comparem esses dois sentidos. Pergunte se o cheiro da fruta se parece com seu gosto. Compare as frutas com mais água - ideais para os dias de verão - com as mais secas. Outra possibilidade é apresentar diferentes tipos de uma mesma fruta. Exemplo: laranja cravo, laranja lima e tangerina. Indique as diferenças entre o gosto, a cor, o tamanho e o formato delas.
Aproveite para reforçar a importância da ingestão de água e de sucos de frutas, que são coloridos e bem saborosos. Embora seja mais prático consumir sucos prontos ou refrescos em pós, eles costumam ter uma alta taxa de sódio, enquanto os sucos de frutas são mais nutritivos e sem conservantes.
Atividade 4
Leve os pequenos para a cozinha e deixe que observem como os alimentos são preparados. Uma visita à cozinha da creche pode surtir efeitos muito positivos. Ajude os alunos a observarem a lavagem dos alimentos, a separação de grãos e o corte das carnes e das frutas. As crianças costumam não ter noção, por exemplo, que a carne crua é mais dura do que cozida. Mostre esta diferença a elas, indicando que o cozimento dos alimentos facilita a nossa mastigação e também a digestão. Não esqueça de tomar muito cuidado com a segurança das crianças e faça esta atividade com ajuda de outros adultos.
Atividade 5
Use a hora das refeições para contar as funções dos alimentos que estão sendo ingeridos. Diga que as carnes contêm proteínas que servem para a formação dos músculos. Leite e derivados têm um elemento chamado cálcio, fundamental para a rigidez dos ossos. Os sais minerais, que regulam o funcionamento do metabolismo, são encontrados em frutas e verduras. Explique também que os carboidratos fornecem a energia que precisamos para fazer todas as atividades do nosso dia a dia. Eles são encontrados em massas e pães.
Não deixe de destacar que, em geral, doces e salgadinhos têm carboidratos, mas estão associados a óleos e gorduras, cujo acúmulo prejudica a saúde. Conte estas informações para as crianças conforme elas comem. Isso é importante para explicar que o que comemos tem uma função no nosso organismo.
Atividade 6
É comum gostar de pães recheados, pizzas, biscoitos e achocolatados. Explique que esses alimentos derivam de vegetais que podem ser comidos antes de serem processados. Um exemplo: muitas crianças quando comem biscoitos recheados, preferem o recheio. Mostre que quando o biscoito tem sabor de morango, é porque foi produzido a partir desta fruta. Leve morangos para os pequenos experimentarem. Se possível, faça o mesmo com chocolate. A turma deve adorar este doce, mas poucos sabem que vem de uma fruta chamada cacau. Se possível, apresente esta fruta para a turma. Deixe que toquem, sintam o cheiro e provem. É provável que alguns vão dizer que tem gosto de chocolate, enquanto outros não vão achar qualquer relação entre os dois.
Atividade 7
Corte pequenos pedaços de folhas como alface ou escarola e peça que as crianças experimentem. Leve também as folhas de alguns temperos como hortelã, manjericão ou orégano e mostre como os temperos dão cheiro e sabor à salada.
Neste momento, explique que há óleos mais saudáveis, como o azeite, que também dão mais sabor aos vegetais. E que as manteigas, ainda que importantes para o corpo, só serão úteis se forem consumidas em pequenas quantidades, já que são muito gordurosas e a gordura causa doenças como problemas cardíacos. Outro tempero importante é o sal, que dá gosto às comidas, mas causa riscos para a pressão arterial por isso deve ser consumido com moderação. Converse com o responsável pela alimentação da creche e procure fazer com que as crianças se habituem a pouco sal na comida.
Avaliação
Os alimentos e o momento das refeições podem ser muito úteis para a compreensão da importância de comer bem. As crianças, que normalmente são muito curiosas, podem ser estimuladas a experimentar alimentos saudáveis a partir das cores, do cheiro e da forma. Por meio das sensações, estimule a turma am preferir os açúcares das frutas ao açúcar refinado. Mostre que existem feiras e mercados onde é possível achar alimentos saudáveis. Observe o interesse dos pequenos ao longo das atividades. Veja se estão comendo frutas e vegetais com mais curiosidade e se dispensam atenção para os alimentos que antes não queriam.
- Apresentar diferentes tipos de alimentos aos bebês
- Estimular a curiosidade das crianças sobre hábitos alimentares mais saudáveis
- Reconhecer os sabores das comidas
Desenvolvimento
Alimentação correta, atividades físicas regulares, doses hormonais e os genes são os principais influentes para o crescimento. Ao contrário da herança genética, que é imutável, comer corretamente é um hábito que pode ser estimulado pela escola já na Educação Infantil.
Para crescer com saúde o corpo precisa de doses altas de alimentos energéticos, como carboidratos, e construtores, como proteínas. É necessário consumir também os reguladores (frutas, legumes e verduras), que auxiliam as atividades celulares e regulam todo o metabolismo fisiológico. Tenha isso em mente na hora de apresentar comidas às crianças. Experimente as texturas, as formas, o cheiro e o paladar de frutas e verduras e oriente os pequenos a conhecerem estes alimentos. Claro que o professor não pode deixar de reconhecer que as frituras têm gosto agradável ao paladar - e as crianças sabem disso. Mas é preciso saber, desde cedo, os riscos que as pessoas correm ao abusarem desse tipo de alimentação. Portanto, conscientize os alunos para a necessidade de todos os nutrientes na alimentação diária.
A seguir, vamos apresentar algumas estratégias válidas para incentivar as crianças a comerem de maneira saudável. Os responsáveis pela alimentação das creches podem variar essas atividades conforme a necessidade e disponibilidade e não precisam seguir exatamente a sequência apresentada. Vale lembrar que fatores externos, como as estações do ano, também influenciam já que boa parte das frutas não estão disponíveis o ano todo.
Atividade 1
Leve os alunos ao supermercado. Na primeira visita, eles vão querer ficar na área de brinquedos ou ver os alimentos "mais gostosos", como doces e biscoitos industrializados. Mas é importante insistir. Leve as crianças primeiro ao setor de frutas, verduras e vegetais crus. Muitos não conhecem estes alimentos como realmente são, só na forma de geleias e patês ou na fotografia da caixinha de suco. No supermercado elas poderão ver a fruta, tocar e sentir seu cheiro. Explorar as sensações contribui para aumentar o interesse e a curiosidade por estes alimentos, mostrando que são mais atrativos do que as crianças imaginam.
Atividade 2
Levar as crianças para uma volta na feira também é interessante, mas tome muito cuidado por causa do movimento da rua e do trânsito. Se não for possível visitar uma feira livre, leve a turma em um sacolão ou traga algumas frutas e verduras para a sala. O mais importante é garantir que os pequenos tenham contato com a comida: peguem, sintam o cheiro, vejam como é a forma, a textura, se tem casca ou não e que observem a multiplicidade de cores dos alimentos naturais.
Atividade 3
Procure associar o cheiro ao paladar das frutas. Peça que as crianças comparem esses dois sentidos. Pergunte se o cheiro da fruta se parece com seu gosto. Compare as frutas com mais água - ideais para os dias de verão - com as mais secas. Outra possibilidade é apresentar diferentes tipos de uma mesma fruta. Exemplo: laranja cravo, laranja lima e tangerina. Indique as diferenças entre o gosto, a cor, o tamanho e o formato delas.
Aproveite para reforçar a importância da ingestão de água e de sucos de frutas, que são coloridos e bem saborosos. Embora seja mais prático consumir sucos prontos ou refrescos em pós, eles costumam ter uma alta taxa de sódio, enquanto os sucos de frutas são mais nutritivos e sem conservantes.
Atividade 4
Leve os pequenos para a cozinha e deixe que observem como os alimentos são preparados. Uma visita à cozinha da creche pode surtir efeitos muito positivos. Ajude os alunos a observarem a lavagem dos alimentos, a separação de grãos e o corte das carnes e das frutas. As crianças costumam não ter noção, por exemplo, que a carne crua é mais dura do que cozida. Mostre esta diferença a elas, indicando que o cozimento dos alimentos facilita a nossa mastigação e também a digestão. Não esqueça de tomar muito cuidado com a segurança das crianças e faça esta atividade com ajuda de outros adultos.
Atividade 5
Use a hora das refeições para contar as funções dos alimentos que estão sendo ingeridos. Diga que as carnes contêm proteínas que servem para a formação dos músculos. Leite e derivados têm um elemento chamado cálcio, fundamental para a rigidez dos ossos. Os sais minerais, que regulam o funcionamento do metabolismo, são encontrados em frutas e verduras. Explique também que os carboidratos fornecem a energia que precisamos para fazer todas as atividades do nosso dia a dia. Eles são encontrados em massas e pães.
Não deixe de destacar que, em geral, doces e salgadinhos têm carboidratos, mas estão associados a óleos e gorduras, cujo acúmulo prejudica a saúde. Conte estas informações para as crianças conforme elas comem. Isso é importante para explicar que o que comemos tem uma função no nosso organismo.
Atividade 6
É comum gostar de pães recheados, pizzas, biscoitos e achocolatados. Explique que esses alimentos derivam de vegetais que podem ser comidos antes de serem processados. Um exemplo: muitas crianças quando comem biscoitos recheados, preferem o recheio. Mostre que quando o biscoito tem sabor de morango, é porque foi produzido a partir desta fruta. Leve morangos para os pequenos experimentarem. Se possível, faça o mesmo com chocolate. A turma deve adorar este doce, mas poucos sabem que vem de uma fruta chamada cacau. Se possível, apresente esta fruta para a turma. Deixe que toquem, sintam o cheiro e provem. É provável que alguns vão dizer que tem gosto de chocolate, enquanto outros não vão achar qualquer relação entre os dois.
Atividade 7
Corte pequenos pedaços de folhas como alface ou escarola e peça que as crianças experimentem. Leve também as folhas de alguns temperos como hortelã, manjericão ou orégano e mostre como os temperos dão cheiro e sabor à salada.
Neste momento, explique que há óleos mais saudáveis, como o azeite, que também dão mais sabor aos vegetais. E que as manteigas, ainda que importantes para o corpo, só serão úteis se forem consumidas em pequenas quantidades, já que são muito gordurosas e a gordura causa doenças como problemas cardíacos. Outro tempero importante é o sal, que dá gosto às comidas, mas causa riscos para a pressão arterial por isso deve ser consumido com moderação. Converse com o responsável pela alimentação da creche e procure fazer com que as crianças se habituem a pouco sal na comida.
Avaliação
Os alimentos e o momento das refeições podem ser muito úteis para a compreensão da importância de comer bem. As crianças, que normalmente são muito curiosas, podem ser estimuladas a experimentar alimentos saudáveis a partir das cores, do cheiro e da forma. Por meio das sensações, estimule a turma am preferir os açúcares das frutas ao açúcar refinado. Mostre que existem feiras e mercados onde é possível achar alimentos saudáveis. Observe o interesse dos pequenos ao longo das atividades. Veja se estão comendo frutas e vegetais com mais curiosidade e se dispensam atenção para os alimentos que antes não queriam.
Apresentação dos alimentos aos bebês da creche
Por volta dos 3 anos, a criança já come sozinha e é comum que deixe de lado comidas nutritivas. Explore estes sabores e estimule novos hábitos dos pequenos
Introdução
Há um ditado popular muito famoso que diz que "é de pequenino que se torce o pepino". A explicação da expressão está no fato de que é possível direcionar o crescimento desta planta até a colheita. Isso é semelhante ao que ocorre quando alguém apresenta um comportamento às crianças da creche. Neste momento, elas agem muito por repetição, imitando o comportamento dos adultos ou dos colegas.
Esta atitude pode ser aproveitada para o que costuma ser um problema para muitos pais: a alimentação. Comer corretamente pode ser ensinado aos pequenos e é uma estratégia muito mais eficiente do que fazer barganhas ou prometer doces caso comam frutas e verduras. É fundamental que a criança não cresça associando comida saudável a um dever que será recompensado com algo que ache mais gostoso.
É comum que os pequenos se precipitem ao afirmar que não gostam de uma comida, principalmente se ela não for colorida, vistosa, doce ou já conhecida. Ajude a mudar este hábito indicando boas alternativas para as refeições da creche e mostrando que comida saudável pode sim ser muito gostosa.
Para enriquecer ainda mais suas aulas, leia a reportagem 20 mitos e verdades, publicada no site da revista Saúde!, que explica algumas das dúvidas mais frequentes sobre alimentação infantil.
Introdução
Há um ditado popular muito famoso que diz que "é de pequenino que se torce o pepino". A explicação da expressão está no fato de que é possível direcionar o crescimento desta planta até a colheita. Isso é semelhante ao que ocorre quando alguém apresenta um comportamento às crianças da creche. Neste momento, elas agem muito por repetição, imitando o comportamento dos adultos ou dos colegas.
Esta atitude pode ser aproveitada para o que costuma ser um problema para muitos pais: a alimentação. Comer corretamente pode ser ensinado aos pequenos e é uma estratégia muito mais eficiente do que fazer barganhas ou prometer doces caso comam frutas e verduras. É fundamental que a criança não cresça associando comida saudável a um dever que será recompensado com algo que ache mais gostoso.
É comum que os pequenos se precipitem ao afirmar que não gostam de uma comida, principalmente se ela não for colorida, vistosa, doce ou já conhecida. Ajude a mudar este hábito indicando boas alternativas para as refeições da creche e mostrando que comida saudável pode sim ser muito gostosa.
Para enriquecer ainda mais suas aulas, leia a reportagem 20 mitos e verdades, publicada no site da revista Saúde!, que explica algumas das dúvidas mais frequentes sobre alimentação infantil.













